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Mensagem – 04.12.2016

Perdoai, para que
Deus vos perdoe
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1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (Mateus, 5:7.)

2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (Mateus, 6:14 e 15.)

 3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” — Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (Mateus, 18:15, 21 e 22.)

4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza da alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

(*) O Evangelho Segundo o Espiritismo, por Allan Kardec, Petit Editora, 1997, pág. 116.
(Imagens da internet, acessadas via Google).

 

Finados – 02.11.2016

NO CEMITÉRIO (*)

 

Os vivos deviam visitar regularmente os cemitérios. Não apenas nos momentos dolorosos dos enterros. Aquelas tumbas nos fazem lembrar que a maioria das coisas da vida, pelas quais tanto brigamos, de nada vale. A morte é certa e impiedosa, não respeita rico nem pobre, nem feio ou bonito. É o que fica evidente quando estamos diante de um túmulo. Mas nem sempre vemos dessa forma. Não raro, fingimos dor e tristeza, apenas para parecer socialmente agradáveis nos sepultamentos.

A dor dos que ficam logo passa! O amor, a atenção, o abraço apertado, a amizade, a fraternidade, a caridade, a solidariedade muitas vezes negados ao defunto, em vida, passam a ser compensados com gestos atrasados e desnecessários, como ajudar a carregar o caixão, comparecer à missa de sétimo dia, depositar flores e mensagens, talvez uma foto, sobre o túmulo frio e cimentado. Enquanto isso, aquele corpo enterrado, antes viril e saudável, apodrece e vai sendo comido pelos vermes, até que nada mais restará da pessoa.

Ao visitar um cemitério, certamente você vai observar que, em muitos túmulos, as flores secaram, as lembranças caíram; que a sujeira tomou conta dos sepulcros, antes caiados ou revestidos de mármores luxuosos. Alguns poucos são bem cuidados. Certo dia, ouvi uma alma viva resmungar por entre covas e carneiros, dizendo que ali terminavam todas as diferenças. Lembrava que, ao chegar ao cemitério, pobres, ricos, importantes e insignificantes, humildes ou orgulhosos, eram igualados pela temida foice da senhora morte.

Observe a variedade de túmulos, carneiros e covas. São diferentes, conforme estejam caiados, cimentados, azulejados, revestidos com mármores e granitos, ornamentados com flores naturais ou de plástico, com crucifixos de resinas ou de bronze. Até entre as covas mais humildes há diferenças, umas são mais bem arrumadas que outras. São diferenças que revelam o lado incorrigível do ser humano, que quer parecer um melhor do que o outro, mesmo diante da morte.

Mas há os que depositam flores, não pela ilusão de que o morto não tivesse morrido, mas pelo sentimento do amor e de consideração para com quem se foi. Não podemos modificar as leis implacáveis da natureza. E se uma visita ao cemitério não servir para despertar essa percepção, outro meio não haverá, a não ser o próprio suceder da vida, determinado por aquelas mesmas leis, que só excepcionalmente e no tempo certo serão dadas a conhecer plenamente.

Dessa forma, sempre que você for dominado por qualquer sentimento ou paixão destrutivo, como vaidade, arrogância, vingança, mania de grandeza, vontade de submeter ou aniquilar o próximo, compulsão pelos vícios e tantos outros, contenha-se e vá ao cemitério. Pense, também, que a vida é um misterioso mergulho na solidão de si mesmo, na qual somente sentimentos e paixões nobres poderão ajudar você. Fique com Deus!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 26/27.

 

 

O mortos – 02.11.2016 

PARA ONDE A ALMA “VOA”? (*)

 

O que acontece com as pessoas depois que elas morrem? Uns acham que simplesmente são levadas para o cemitério, onde são enterradas ou cremadas, não se falando mais nelas. A maioria, porém, acredita que os que morrem ingressam em uma nova vida ou ficam numa espécie de quarentena, para ressuscitar, no Juízo Final.

A primeira resposta não oferece dificuldades, mas a segunda é inquietante e não há provas definitivas a respeito. Fica por conta das convicções religiosas e do ideário do ser humano de se eternizar. Dessa forma, o ente humano foi dividido em corpo perecível, que é enterrado quando morre; e em alma imortal, que “voa” para uma outra vida. Então, a essência da vida estaria na alma, no espírito, e não no corpo.

A idéia de alma, de espírito, de vida após a morte continua sendo assunto do âmbito humano e foi construída pela filosofia e pelas religiões. O certo é que o verdadeiro destino dos seres, após a morte, ainda não foi dado a conhecer, de forma a convencer todo mundo. Mas se tornou consenso que o corpo é um traje temporário, que a terra há de comer, que é visto sendo enterrado, mas não se vê a alma ou o espírito “voando”.

Difícil explicar que algo de nós, além do corpo, ao morrermos, partirá para um plano de plena satisfação ou para regiões de sofrimento, a depender das ações que tivermos praticado.

Aliás, como explicar a própria vida? Se nela o mais certo é a morte, em paradoxo tão irrefutável? Mas a vida por si só se explica. Quem quiser entender tudo terá de se concentrar no nascer, no crescer, no viver e no morrer. Não há como negar sentido a realidades tão grandiosas, tão eloquentes!

No plano humano, não há nem nunca haverá uma clareza coletiva a esse respeito.

O comando de Deus programou, através da natureza, esclarecimentos individualizados, na proporção em que cada um for se interessando em obtê-los se a isso dedicar a sua vida. Cada um que for buscando essa sabedoria profunda irá se iluminando, na medida do seu viver, até se transpor, como Jesus Cristo, para a outra vida, sobre a qual, até então, só temos conseguido conjecturar.

Nem tudo é dado a conhecer ao homem somente pela sua ansiedade em saber.

Seria perturbador para sua vida na Terra. Seria como ver os milhões de microorganismos, as bactérias, que vivem em nossa pele, em nossa boca, nos olhos, nas mãos. Nosso olho não é capaz de enxergá-las. Seria apavorante! Mas elas ajudam nosso corpo a permanecer vivo. Só ficamos sabendo que elas vivem em nós depois que foi inventado o microscópio, no tempo determinado por Deus.

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 21/22.

 

Mensagem – 23.10.2016

DEUS DIANTE DE NÓS (*)

 

As religiões são criações dos seres humanos. Por essa razão, estão estruturadas de acordo com a visão humana. O conteúdo delas é preenchido pelo conhecimento dos homens. E, como sabemos, esse conhecimento é bastante limitado. Dessa forma, é fácil concluir que os ensinamentos das religiões são limitados. Restringem-se ao pouco que conseguem perceber em relação ao mundo e ao seu Criador.

Essa limitação levou o homem a criar um conceito de Deus que não condiz muito com a realidade. O que se ensina, atualmente, nas aulas de catecismo, tem pouca diferença do que era ensinado no passado. Houve certo abrandamento na conceituação dos dogmas e dos mandamentos, mas a figura de Deus ainda é mostrada de forma distorcida. Um Deus distante demais e quase inatingível.

No passado, era pior: Ele nos era apresentado como um verdadeiro carrasco, cuja finalidade era tão somente anotar nossos pecados, em um livrinho, lá no céu, para nos cobrar, quando morrêssemos. Era um Deus do terror, do castigo!

A um só deslize nosso, pronto, estaríamos condenados às chamas do inferno. Contrariava a própria natureza humana, pois previa castigos desproporcionais aos pecados.

Por um só erro, éramos ameaçados de passar a eternidade ardendo em uma fogueira. Era tão absurdo que teve de ser alterado, as religiões mudaram sua didática e amenizaram essa face terrorista de Deus. E por que não fizeram isso antes? Que poder elas tinham de apresentar Deus daquela forma? Mudaram-se os homens ou mudou Deus?

O espírito de Deus projetou luz sobre o mundo, principalmente a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo! Assim, estamos compreendendo que Deus não é e nem poderia ser uma criação dos homens. Nós é que somos suas criaturas,

ao tempo em que somos a sua essência, ao lado de todas as outras criaturas. Deus está diante de nós, não só no meio de nós ou a nosso lado. Ele é tudo que podemos ver, sentir e pensar!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 316/317.

 

 

Mensagem – 23.10.2016

DEUS, CHEFE OU LUZ? (*)

 

Como lembramos, ontem, a face de Deus é bem diferente de como nos ensinaram ao longo da História. No passado, Ele era um feitor, um chefe duro e implacável, que criou o inferno para se vingar de nós. Não poderia haver nada mais absurdo! Na atualidade, foi transformado em provedor, espécie de armazém, onde podemos pegar tudo, da salvação da nossa alma à conquista de bens materiais.

Também virou muro das lamentações, agência de emprego, orientador de casais desajustados, médico dos drogados. Não é mais Deus! É um gerente, uma Organização Não Governamental, que é procurada para resolver tudo, até fracassos amorosos, a loja que não deu certo, a roça que foi perdida, a vida mal planejada. Enfim, deixou de ser Deus.

Vamos parar com isso, de ser crianças mimadas! Deus já nos deu um cérebro privilegiado, onde podemos encontrar tudo de que precisamos! Jesus já nos alertou para a nossa pouca fé, que não chega a equivaler a um grão de mostarda! Também deixou claro que as causas das nossas mazelas somos nós mesmos. São consequências do nosso modo desastrado de viver!

Vamos colocar Deus em um lugar de honra! Vamos cumprir nossas obrigações e levar para Ele, em seu louvor, o fruto das nossas boas ações como filhos amados, como cristãos dedicados. Chega de pedir bobagens! Peça apenas a amizade e a iluminação de Deus! Roguemos a Ele para destravar nossas mentes e limpar nossos olhos.

Deus não vai curar seu câncer, nem livrar seu filho das drogas ou lhe trazer riquezas, simplesmente por que alguém pediu por você! O poder da cura, da salvação das drogas e da conquista de riquezas está dentro de você. Para senti-lo, para utilizá-lo, é necessário que viva de acordo com o plano de Deus, com os ensinamentos de Jesus!

Vá para um lugar tranquilo e pense nisso, se olhe e se declare um soldado de Deus. E terá tudo de que precisa. Se um dia você se comover diante de um animalzinho desamparado ou de uma flor perdida no meio do mato, se olhar para outra pessoa e se ver nela, é porque encontrou Deus e estará salvo!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 316/317.

 

Mensagem – 09.10.2016

Seis e nove zeros (*)

 

Não sei se é possível calcular com exatidão, mas dizem que na Terra existem mais de seis bilhões de pessoas. Para escrever esse número, coloque seis e acrescente nove zeros. Na verdade, seriam 6 bilhões e 700 milhões de pessoas, aproximadamente. Isso equivale, em números redondos, a 150 mil vezes a população de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia.

Imagem da Internet, acessada via Google

Nesse exato momento, milhões de pessoas estão circulando pelas ruas das cidades, em todo o mundo, nas estações de trem, nas rodoviárias, nos aeroportos, nas praias, nas estradas e nos campos. É algo impressionante! Todos estão em busca de algo na vida: trabalho, divertimento, enfim, estão “se virando”, como se diz na gíria, para viver, cada um do seu modo.

E qual seriam o significado e o objetivo dessa vida? Muitos bilhões já morreram, outros tantos estão morrendo neste momento e milhões e milhões ainda vão nascer! Qual seria a razão disso? Outa observação interessante é quanto ao modo de viver: quase que a totalidade dessas pessoas vive para trabalhar, comer e se divertir, em um ciclo que parece sem fim.

Uns poucos se dedicam a pesquisar sobre qual seria o sentido da vida! E o máximo que se descobriu é que parece um capricho de Deus! Mas seria, de fato, capricho? Certamente que não, é um plano, que inclui tudo que existe na Terra, na natureza, principalmente a água, as árvores e todos os tipos de animais.

É um grande mistério, que um dia nos será dado a conhecer, quando tivermos aprendido o suficiente, segundo o Plano do Criador. Por enquanto, devemos apenas viver, nos aperfeiçoar e funcionar como soldados de Deus, sendo generosos uns para com os outros e protegendo os outros animais!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 225.

 

Mensagem – 16.09.2016

Aquela mulher simples (*)

 

Manhã fria de domingo, o templo estava cheio, o celebrante comentava a mensagem evangélica do dia. Havia silêncio reverencial na catedral de Livramento. A fisionomia contrita dos fiéis indicava interesse na pregação.

A essência de cada frase parecia captada e confrontada com as particularidades da vida de cada um. Tratava do milagre da multiplicação dos pães e do peixe, operado por Jesus, que saciou a fome de cinco mil homens e sobraram 12 cestos cheios.

No auge da homilia, uma mulher, de trajes humildes, adentrou a igreja e percorreu, rapidamente, o corredor central, sob o olhar de todos, indo ao pé do altar. No braço direito, levava uma criança e, na mão esquerda, conduzia uma vela acesa.

Fez breve oração, trocou a vela para a mão direita e com a esquerda fez o sinal da cruz. Tudo muito rápido. Em seguida, sem dizer nada, entregou a vela a um auxiliar do templo e saiu, pelo mesmo trajeto, tão rápido quanto entrou, antes mesmo de a homilia terminar.

Fiquei a indagar: que disse aquela mulher a Deus? Por que entrara na igreja daquela maneira, com a criança e pequena vela acesa? O que pensaram dela? Seria uma doida? E o sinal da cruz com a mão esquerda, enquanto a direita segurava a vela e o braço sustentava a criança?

Não precisei das respostas. Aquela mulher já havia dito tudo, sem inibição, contrita e convicta de que a suntuosidade da catedral também lhe pertencia, como casa de Deus. Nunca havia sentido Jesus tão perto de mim!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 175.

 

Oração – 16.09.2016

Ofereça alegria a Deus! (*)

 

Jesus disse “vigiai e orai” (BÍBLIA, Mateus, 26, 41). Quem reza dialoga com Deus. A oração deve ser nossa companheira inseparável. Mas, apenas rezar não leva as pessoas para o céu. Na oração, fala-se com o próprio cérebro, onde está o comando do Criador.

A ciência já admite que tudo que se pensa e fala o cérebro registra. Assim ocorre com a oração. Às vezes, basta pensar. Logo, pense positivo, jamais diga que está mal ou mais ou menos. Se pensar assim, nunca vai melhorar.

Como as alegrias, os problemas são parte do nosso viver e devem ser enfrentados com fé e otimismo! Acredite em você e nos seus próprios pensamentos e ofereça sua alegria a Deus.

No silêncio do Ângelus, prometa aproveitar melhor seu dia, amanhã.

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 166.

 

O caminho – 20.08.2016

Vote em Deus!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

A caminhada nossa de cada dia não é material, não é esportiva e muito menos olímpica, não é política e nem eleitoral. Também não é religiosa em si mesma. Nossa caminhada é espiritual!

Mas podemos e devemos transformá-la numa alegre gincana, em que o desafio é ajudar todos a ganhar. Isso fará a alegria de Deus, ao ver suas leis funcionando dentro de nós.

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Prestemos, pois, atenção no atual movimento político-eleitoral. Vamos questionar os métodos de campanha aplicados e perguntar o que está planejado para nossa tão sofrida comunidade.

Sim, somos uma comunidade sofrida, com demandas graves a serem atendidas, que tem como centro as precárias condições de vida da maioria da nossa população. Não estamos num estádio de futebol!

Eu gostaria muito de ver a face de Deus na propaganda eleitoral. Quem sabe, assim, Ele possa ter lugar no coração dos candidatos e dos eleitores. É nesse sentido que desejaria que ardesse o calor da disputa.

Precisamos começar, logo, a construir uma comunidade de cristãos, carimbados como filhos de Deus. Para tanto, como seria bom ouvir a voz da juventude, das mulheres e até das crianças!

Deus coloca muita esperança e complacência nessas criaturas, posto que, de certa maneira, conservam suas almas sensíveis e corações abertos ao sopro divino. Se algo de bom nos estiver reservado, é delas que virá.

É nesse sentido que peço o seu voto para Deus!

 

 

A eleição – 20.08.2016

A ESCOLHA DO CHEFE (*)

 

Há corre-corre em todas as cidades, devido à divulgação do nome das pessoas que disputarão as eleições municipais (2008). É um assunto importante para as comunidades, pois serão escolhidos os que farão as leis (vereadores) e os que executarão as leis (prefeitos).

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A função dos eleitos afetará nossas vidas, sendo necessário muita reflexão e atenção de todos nós, incluindo os que não gostam de política. E sobre o que se deve refletir e meditar? Primeiramente, devemos pensar que a escolha é de cada cidadão, ninguém será eleito sem o voto da maioria.

Pense que o voto é valioso e não pode ser desperdiçado. Para valorizá-lo,escolha o melhor candidato. E como saber qual é o melhor? Basta procurar informações sobre eles. Verificar se é uma pessoa trabalhadora, se todos falam bem dela. Principalmente, se tem um plano de trabalho.

Mas o eleitor pode achar que todos são ruins. Isso é verdade! Porém, mesmo assim, entre os ruins, há de haver o menos ruim. Triste é a comunidade onde todos os pretendentes sejam ruins. Mas, ainda assim, é necessário escolher. Se houver omissão, pode ser que acabe sendo eleito o mais ruim dos ruins.

Os eleitos serão líderes da comunidade e exercerão influência nas pessoas, inclusive no plano espiritual. Então, um dos cuidados a serem observados é verificar se o pretendente, pela sua história, demonstra ter alma boa, espírito elevado, se é honesto, tem compaixão, é preparado e se pensa em Deus!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 127.

 

15 de agosto– 16.08.2016

Vamos imitar Maria!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Os que lutam não devem ter medo, mesmo que duras e poderosas sejam as forças a enfrentar. Assim o fez Maria, a Mãe de Jesus. Pois a eles Deus reserva a salvação. A esperança e a fé sempre nutrirão os que vivem a mensagem transformadora do Evangelho.

Esse é o ensinamento consolador, de estímulo e animador, que extraio da homilia do bispo Dom Armando, proferida na celebração festiva, ontem, em louvor a Nossa Senhora, padroeira de Livramento, Bahia.

301 anos depois e os livramentenses mantém o mesmo ardor na louvação a Nossa Senhora. Essa mulher simples e praticamente uma menina quando aceitou a missão de ser a Mãe de Jesus.

Nesse 15 de agosto, o bispo falou para uma multidão, sob um sol escaldante, na praça em frente à catedral diocesana, conclamando a todos a seguirem o exemplo da Santa, a primeira a dizer sim a Jesus.

Ensinou que “os que seguem o Cristo ressuscitado, não devem temer; a vitória será dos que amam e defendem a vida”. Que Maria foi “a mais fiel seguidora do Filho”, “é a razão da nossa esperança” e nos levará “à glória da ressurreição”.

Disse que o “Verdadeiro devoto de Maria é quem vive com essa profunda atitude de amor, doação e em espírito de humilde serviço. Não é questão de devoção, mas de imitação e atuação”.

Lembrou que, como Maria o fez, para seguir Jesus, é preciso sair de casa, partir e praticar a fé! E que, apesar das inúmeras contradições e desafios, a humanidade caminha rumo à plenitude da vida, como previsto no projeto de Deus, o autor da Vida!”.

Alinhado ao Papa Francisco, o bispo de Livramento pede: “Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo... Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada... a uma Igreja enferma por fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.

Clique aqui para ler homilia na íntegra e ver mais fotos

 

Festa da Padroeira – 14.08.2016

LIVRAMENTO SOIS VOSSO, MARIA! (*)

 

[Hoje é o último dia do novenário em louvor a nossa padroeira, Nossa Senhora do Livramento. Missa campal, amanhã (10h), em frente à Catedral, será o ponto alto da mais tradicional festa religiosa de Livramento]

 

Quinze de agosto é dia de festa em Livramento de Nossa Senhora! Dia da padroeira! “Aqui da vossa cidade, ó Maria, sois a Excelsa Protetora”.

Sois a mãe de Jesus e Ele, do alto da cruz, na pessoa de João, nos legou, a ti, Maria, também como nossa mãe.

Referindo-se ao discípulo amado, te disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois, ao discípulo, afirmou: “Eis aí tua mãe” (BÍBLIA, João 19, 26-27).

E por quantos anos estais a derramar vossas bênçãos sobre Livramento!

Quantas gerações já vieram e já foram, aqui vivendo sob o manto da tua proteção! Quanto já temos rogado a ti, para que nos abençoe e a nossos filhos!

Para quantos já advogou junto ao amado filho, Jesus Cristo! Quantos lamentos, quantos rogos já ouvistes, Maria, desse teu povo!

Quantas lágrimas já nos vistes chorar! Quantas alegrias, também, já nos vistes cantar! Quantos risos já houveram, tantos compartilhados contigo! Não há colo, não há regaço mais consolador que o teu, Maria!

Eu te imagino viva, a consolar-me com o teu olhar de mãe! Eu sinto, dentro de mim, o frescor da tua inspiração. Sinto-te viva a conduzir-me para o lado da alegria de Deus!

Sinto-te, com a doçura de mãe, a soprar teu hálito santo sobre mim, muitas vezes aplacando minha ira, suavizando a dureza do meu coração, clareando minha mente e refrescando o meu espírito!

Vejo-te viva, ó Maria, seguindo os caminhos dos meus filhos, para quem tanto rogo tuas bênçãos! Sinto tua presença viva dentro de mim, clarão pelo qual vejo a imagem luminosa de Jesus Cristo; e enxergo o caminho de Deus!

Tuas bênçãos fazem com que Jesus me ouça! Animam-me a almejar a benevolência de Deus! E rogo, Maria, para que assim seja com todos os filhos aqui da vossa cidade, da qual sois a Excelsa Protetora.

Tende, pois, de nós piedade, ó mãe de Deus, co-redentora! Porque Livramento sois vosso, ó Maria!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 136/137.

 

Festa do Taquari – 06.08.2016

Bispo pede reflexão
sobre quem é Jesus

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Celebrou-se, hoje, no bairro Taquari, em Livramento de Nossa Senhora, Bahia, a festa anual em louvor ao Bom Jesus, com a missa presidida por Dom Armando, em frente ao tradicional monumento em forma de cruz.

O tema deste ano foi um apelo aos fiéis do Bom Jesus para o exercício da bondade, sintetizado na frase “Misericordiosos como o pai”, extraído do Evangelho de Lucas, capítulo 6, versículos 36 a 38.

Foi inspirado, também, no Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia, de dezembro de 2015 a novembro de 2016, convocado pelo Papa Francisco, coincidindo, também, com o Jubileu da Diocese de Livramento.

A homilia de Dom Armando envolveu o tema e as leituras do dia, uma delas sobre a transfiguração de Jesus, na Montanha, voltadas para a bondade do Pai, espelhada em Jesus Cristo e esperada em todos nós.

Reportando à mensagem de Papa Francisco, relativo ao ano jubilar, Dom Armando repetiu que “Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz”.

Disse que o Bom Jesus “nos deu a conhecer um pouco o ‘rosto do Pai’” e que precisamos sempre nos perguntar: “quem é Jesus para mim? Amo-o de verdade? Procuro conhecê-Lo e segui-Lo?”.

Garantiu que “Se nós compreendêssemos, de verdade, quem é Jesus, com certeza, nossa vida seria muito diferente”. E insistiu: “não basta uma proclamação de fé feita na liturgia, em dia de festa”.

Atento ao momento e assentado no tema da misericórdia, ensinou: “uma boa política, administração que se reconheça no agir do Bom Jesus, é a que dá atenção aos últimos da sociedade, aos que não têm voz nem vez (...)”.

Clique aqui e leia a homilia na íntegra>>

 

Mensagem – 18.07.2016

A parada de Deus!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Estar vivo é uma coisa, viver é outra. A diferença está na palavrinha FOCO. “Estar vivo”, é não ter morrido. “Viver”, é ter FOCO. E o que é isso? Pode ser “nitidez de imagem”, “objeto bem definido”, “ponto de convergência”.

E mais: “qualquer ponto para o qual converge, ou do qual diverge, um feixe de ondas eletromagnéticas ou sonoras ou um feixe de raios luminosos”. Ou ainda: “alvo”, “objetivo”, “objeto de atenção”, “concentração”.

Pois é, essa é a parada! É do que vamos tratar, aqui. Mas não é uma parada qualquer, como “local de chegada”, “pausa”, “ponto de ônibus”. Não! É a parada de Deus! Mas Deus parou? Fez uma pausa? Não!

No mundo das gírias, parada é “coisa”, “negócio”, “assunto”, “bagulho”, “lance”. Mas o “mundo culto” também adotou o termo, em suas “paradas indigestas” ou quando “topa a parada”.

Mas qual é mesmo a parada de Deus? O que Ele pretendeu ou pretende com esse nosso mundo e com todas essas complexas estruturas globais e individuais, que funcionam tão simples, diante de nós?

Para entender, não basta “estar vivo”. É necessário “viver”. Ou seja, ter FOCO. Comece, então, a buscar o seu, para evitar cair numa “parada sinistra”. Há um manual dentro do próprio cérebro de cada um.

É o guia de como saber qual é a parada de Deus, o que ele quer de nós. Abri-lo é tão difícil quando saber lê-lo. Compreendê-lo é ainda mais profundo. Mas não desanime, pois Deus deixou a chave ao lado.

Muitos andam a vida toda desfocados. Só descobrem que viveram de modo errado, quando já não podem mais retroceder. Essa é a parada de Deus, usar a própria vida para nos desafiar a descobrirmos quem somos.

Em nossa volta, há sempre pessoas com uma mensagem de Deus. Jesus foi o primeiro a alertar: “abençoados são os vossos olhos, porque enxergam; e os vossos ouvidos, porque ouvem (Mateus 13:16).

Uma dica: reparem na vida e na conduta da personagem Maria (Bianca Bin), da novela Êta Mundo Bom (TV Globo). Na parada de Deus, há coisas que estão onde duvidamos que estejam. Onde os fora de FOCO não enxergam.

 

O próximo – 18.07.2016

AMOR E GENEROSIDADE

 

A palavra “próximo” é muito usada nos evangelhos, para significar
o “outro”, o “irmão”, o “semelhante”. Em um dos seus grandes
ensinamentos, Jesus disse que o maior mandamento era: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” (BÍBLIA, Marcos, 12, 31).

Ao descrever a boa ação do samaritano, Cristo amplia o sentido de “próximo”, com o que passamos a ter não somente o “próximo passivo”, mas também o “próximo ativo”.

Podemos entender como “próximo passivo” aquele que é alvo do “amor” que Jesus recomenda, ao dizer “ama o teu próximo como a ti mesmo”. E “próximo ativo” como sendo aquele que dedica amor a outro e pratica a “misericórdia”, a exemplo do Samaritano, onde também há a figura do “próximo passivo”, a pessoa que foi socorrida.

Jesus Cristo falava de modo simples, mas direto e preciso. Não deixava margem para enganos ou interpretações distorcidas. Nunca se embaraçava com as perguntas dos que insistiam em pô-Lo à prova. Não podia ser diferente, Ele era o intérprete de Deus!

Examinando suas palavras, constata-se, facilmente, o sentido altamente didático e prático dos seus ensinamentos. Não se preocupava em dizer se isso ou aquilo era certo ou errado. Na maioria das vezes, não condenava diretamente quem quer que fosse. Preocupava-se em mostrar e ensinar o que era elevado e agradável a Deus, o que beneficiava o viver humano.

Ao curar um doente, lembrava sempre: “Tua fé te salvou” ou “Ide em paz e não peques mais”. Desse modo, deixava claro que as mazelas das pessoas são causadas pelo modo, muitas vezes errado e longe de Deus, em que viviam. Sempre dava a entender que paz, bem-estar, saúde, alegria e felicidade dependem somente da fé das pessoas e do que elas praticam.

Muito do que Ele dizia e ensinava foi resumido na parábola do bom samaritano. Portanto, basta colocar em prática o amor, a gentileza e a generosidade, dedicando amor absoluto a Deus e amar o próximo como a si próprio!
 (*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 134/135.

 

“Aceita, Rabi...” – 31.05.2016

DIÁLOGO POSSÍVEL

Maria Dagmar (*) 

(Aos colegas acadêmicos)

 

Aceita, Rabi, o meu convite, e vem!
Untar-te-ei o corpo com óleos aromáticos,
Seminuas bailarinas ao som de alaúdes e harpas,
Embalar-te-ão, no sono, o corpo cansado.

Maria Dagmar da Silva Ferreira

Jesus responde: Eu não posso.

Vem, Senhor! Vês?
Tenho a pele de seda, cor do alabastro,
O aroma do sândalo há muito a impregna,
Arfa no peito o coração, todo desejo,
É o troféu do amor que aos teus pés deponho.

Jesus responde: Eu não posso.

Vem, não demores, nem me deixes em soledade,
A noite se adentra e tenho dispensado
Homens vários, poderosos, que por mim se embriagam,
Afogam nos meus braços os prazeres ansiosos.
Insiste ainda a mulher equivocada.

Jesus responde: Eu não posso.

As estradas dos seres se separam e se cruzam
No girar vertiginoso e louco do tempo,
Gestos do amor aos desvalidos amparam,
Transfundindo, em paz, a dor e o sofrimento,
Dois anos se passaram e o Verbo Delirante
Sublimava, nas almas, o egoísmo e o instinto,
Expulsava o mal a aflição, a cegueira,
Imprimindo, nas mentes, o Amor Infinito.
Entre ásperas cavernas, o Excelso Pregador
Acostuma a retina à ausência de luz.
Gemidos de desespero se alteiam à sua volta
Na ceifa da lepra, jaz uma infeliz!

Aqui é a fronteira entre o sol e a sombra escura,
Deste lado, o sangue, o suor, a amargura,
Os últimos estertores da alma ignota,
Por isso, forasteiro, não transpõe esta porta.

E Jesus responde: Eu não posso.

És Jesus!
Reconheço da voz a meiguice e a doçura.
Naquele dia tu não voltaste,
Agora é tarde. Vai embora.

Jesus responde: Eu não posso.

Agora, Senhor, que o corpo se me abrasa
Consumido de dores, coberto de chagas,
Odor nauseabundo e fétido escala,
E, nas vascas da agonia, sozinha desvairo,
Vai embora, Senhor, que agora é tarde!

Hoje, quando nada tens a ofertar-me,
E o grilhão das dores próprias, arrastas,
Longe da loucura, do vício e da revolta,
A vida, a outra face apresenta-se,
Aninha-te em meus braços e descansa,
Refaz a tua alma na Minha Paz,
Afastar-me agora, Eu não posso!

(*) Maria Dagmar da Silva Ferreira, in A Lira da Tenda: poemas, págs. 15/17.

 

“Vigiai e orai” – 20.05.2016

Fuja da realidade
trevosa da corrupção!

 

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Raimundo Marinho

Jornalista

O Brasil passa por um momento muito difícil, sob o ponto de vista da sua organização social, política e econômica. Revelou-se uma Nação pequena, nos quesitos ética, nobreza e espiritualidade.

Nunca se viu, nem nos mais sujos tempos do Império, tantos abusos, tantos ladrões oficiais, tanta miséria humana, com riscos tão alto para a própria segurança e subsistência do País.

É uma realidade possível apenas em ambientes dominados pela baixa espiritualidade, sob controle absoluto de forças aliadas ao mal. Temos o desafio de sobreviver, nessa quadra, no plano individual, com nossas próprias forças, buscando nosso próprio entendimento.

A regra do livre-arbítrio inserida no Plano de Deus não permite intervenções nas ações humanas, salvo quando buscada por nós, fervorosamente. Assim, faz todo sentido a tese de que a melhoria do mundo exige, antes, a mudança interior de cada indivíduo.

Assim como não podemos ver Deus e os santos que invocamos, nem tocar naquilo cuja existência é real, mas depende de nossa fé, o reino do mal também existe, ainda que não possamos vê-lo nem tocar em seus objetos.

E não é um “reino do mal” engendrado e organizado por Satanás ou Belzebu, como costumamos referir, ignorantemente. Esse “reino do mal” é organizado pela própria mente humana, seja encarnada ou desencarnada.

Quando publiquei aquela mensagem na forma de entrevista com Jesus Cristo, alguém questionou se teria sido em carne ou em espírito. Faz sentido, pois vivemos na dualidade espírito e matéria, uma encarnada e outra livre das amarras corporais.

Mas os significados são os mesmos, muitas vezes atuando em sintonia. A realidade espiritual é formada, na maioria, por espíritos que já habitaram a Terra, como cidadãos comuns. A realidade terrena é ocupada por eles e mais os ditos espíritos encarnados, a peregrinar neste planeta.

Assim como na Terra, no “outro mundo”, para onde vão os que “morrem” (desencarnam), nós nos organizamos conforme nossos interesses. Uns vão para o lado do bem e outros para a banda do mal. Esta é sempre mais atuante, corrompendo e atraindo adeptos.

Por exemplo, se no mundo terreno alguém comandava ou integrava a corrupção, não se iludam, no outro mundo, tende a procurar acolhida entre os que lhe são iguais e que lá já estão reunidos em organização semelhante e onde, certamente, encontrará velhos amigos.

E a briga, a disputa, vão continuar, até que todos sejam alcançados pela luz e pela irresistível atração divina, que não tem pressa em converter os desgarrados. Em espíritos, esses irmãos nossos tem, sim, poder de seduzir os encarnados. Lembrem-se do alerta de Jesus: “Vigiai e orai!” (Mateus 26:41).

Lá, tal qual aqui, tem o presidente do mal, o vice-presidente, além de ministros, governadores, prefeitos, secretários, assessores, serviçais e bajuladores etc., todos pelas ilusórias benesses do poder.

No Reino de Deus, a organização é para socorrer e receber os que querem se livrar do império trevoso.  O Plano de Deus é perfeito e, como lembrou Jesus Cristo: “nenhuma ovelha se perderá” (Mateus 18:10-14). Não importa quanto tempo leve. A eternidade é o tempo de Deus!

 

 

Temos a força – 20.05.2016

NOSSAS FERAS ÍNTIMAS (*)

 

Construir uma vida no Plano de Deus é também ser enérgico, liderar movimentos em defesa do bem, das causas que beneficiam a comunidade. Não se deixe dominar pelo medo, para não ser aniquilado pelos dominadores, que não têm limites e nunca ficam satisfeitos.

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Temos a força e a fé em Deus à nossa disposição, que, além do espírito, também protegem nosso corpo, instrumento da nossa atuação neste mundo. O Criador nunca desampara os que lutam pela Sua causa. Lembram de quando Daniel foi colocado na cova dos leões? As feras nada fizeram.

Muitas vezes, as feras mais perigosas estão dentro de nós, representadas por sentimentos negativos, como: ódio, inveja, vingança, impiedade, indiferença, omissão, ciúmes, ambição doentia, incredulidade, competição desleal. São os leões terríveis que nos destroem por dentro e por fora.

Temos a força de Deus que nos afasta de tais perturbações e nos inspira a não ter medo e a lutar pelo bem comum, pela ordem social. Se agirmos de forma honesta e desinteressada, Ele nos defenderá, como fez a Daniel, imobilizando os que nos perseguem, para que o bem um dia prevaleça!

Portanto, vá adiante! O mundo pede seu grito de paz! Necessita da sua ação benfazeja para que a obra de Deus não retarde e se complete! DEUS está em todo lugar, envolvendo todo o Universo! Abra sua alma e Ele penetrará em você, com sua força invencível!

Não tenha medo! O advento de um mundo melhor só ocorrerá se levantarmos a bandeira de Deus e fizermos nossa parte! Comece pela sua casa, sua rua, seu bairro e, um dia, terá melhorado pelo menos a sua cidade!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 257-258.

 

A escolha – 24.04.2016

Entre Deus e os infernos!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

São evidentes os sinais de que o ser humano não leva a sério sua vida espiritual. Luta preponderantemente pela subsistência material. Não consegue descobrir dentro de si o verdadeiro objetivo de existir, muito menos saber, com a devida seriedade, qual o seu real destino.

Uma parte segue, às tontas, orientações religiosas, muitas vezes equivocadas ou contaminadas por dogmas superados. No bom sentido, somos, para o Criador, como um videogame autônomo, movido por leis divinas, as quais, como tal, são perfeitas.

Nós, as criaturas, estamos presas, de forma inescapável, ao ordenamento do Criador. Mas a perfeição do Plano Divino nos aprisiona para levar a destino feliz, de gozo espiritual. Somos soltos, como animais no pasto, onde poderemos nos cevar, à vontade, inclusive com a liberdade de ter uma congestão.

A realidade implacável, porém, guiada pela Lei estabelecida, é que nunca morreremos, como a maioria, ainda ignorante dos fundamentos do plano de Deus, acreditam.  A programação é tão perfeita que ninguém escapa de se encontrar, um dia, face a face com Deus. Mas nunca sem antes ter alcançado a purificação para a qual somos destinados.

Livres, tanto para pensar como para agir, criamos conceitos, teorias, teses, filosofias a respeito da vida e do Plano de Deus. Uma dessas criações é o antagonismo entre Céu, onde estaria Deus, e Inferno, onde estaria a oposição a Deus. Mas as definições dos dois lugares agridem o propósito divino.

O Céu seria um lugar paradisíaco, habitado por santos, anjos e arcanjos, onde só entra quem estiver sem pecados. E, aqui, surge uma incoerência grave, pois é impossível alguém passar pela vida na Terra incólume, sem pecar.

Pois estaria incluso até o pecar por pensamento, não apenas por palavras e ações. E minha mãe, D. Maria, dizia, nos meus tempos de menino, que só iria para o Céu quem morresse ainda criança. Eu ficava apavorado.

O inferno, por óbvio, seria um lugar para onde os pecadores, por conseguinte a quase totalidade da humanidade, seriam eternamente cozidos num tacho ou queimado numa fogueira. Algo inconcebível, portanto, como projeto de Deus.

Assim sempre ensinou o pensamento religioso ortodoxo, numa agressão à inteligência de Deus. Mesmo que fosse um recurso pedagógico para adestrar almas renitentes, não correspondia à realidade e marcava, indelevelmente, nossos espíritos.

Felizmente, absurdos como esse estão sendo abandonados. O atual ambiente onde nos foi dado viver é uma cópia grosseira da realidade espiritual, donde nos originamos. Aqui, nos organizamos conforme nossas tendências.

Essas tendências seguem a condição espiritual de cada um. A principal divisão de tendências refere-se à escolha do modo de viver, segundo a moral e a fé, resultando na corrente do bem e corrente do mal.

Por aqui, há vidas infernais, por exemplo, nos guetos sociais, nos redutos criminais, nas prisões infectas, nas áreas de extrema pobreza, com suas dores, angústias e tormentos específicos.

Ao retornarem ao ambiente espiritual, sem terem absorvido a proposta de Deus, essas pessoas são atraídas pelos que lá já chegaram, na ilusão de estarem continuando a vida da terra.

São envolvidas pelas mesmas ilusões aqui vividas e ludibriadas pelos mesmos aproveitadores que aqui viveram. Tudo pela dificuldade ou relutância em reconhecer a proposta de Deus.

Resumindo, quando deixam a Terra, as pessoas, agora em espírito, com a consciência mais apurada, continuam a se organizar como se aqui estivessem. Pensam que, assim, fogem do destino, que, para muitos, cientes de suas culpas, seria o dito inferno.

Mal sabem que a vida nos “guetos espirituais” é que é o verdadeiro inferno, não criado por Deus, mas fruto da “rebeldia” humana, em não reconhecer o plano do Criador. Plano que só quer nossa alegria e purificação, que nos projetou para viver a paz, na grandeza e beleza da espiritualidade.

Chegar lá é simples. Basta vivermos como irmãos, confirmando nossa condição de filhos de Deus, como recomendou Jesus Cristo. “Vigiai e orai”, Ele dizia sempre, pois o caminho para o Céu e ou o “Inferno” passa por aqui.

Seja como for, o Inferno, como idealização dos que fogem da responsabilidade exigida pelo Plano de deus, é passageiro, ainda que dure milhões de anos, porque a ordem do criador é que todos o encontrem um dia.

Essa, sim, é a inescapável realidade. Quem tiver ouvidos para ouvir, olhos para ver, que o façam, como, também, ensinou Jesus.

(A respeito do tema, vale a pena ler a obra desmistificadora O Céu e o inferno, do pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo Alan Kardec, tido como o sistematizador da doutrina espírita).

 

Pensares para rezar – 24.04.2016

DEUS É A REFERÊNCIA (*)

 

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Deus é a referência dos cristãos, a Ele recorremos nos momentos difíceis, quando empreendemos algo novo ou sempre que não dominamos determinada situação.

Chamamos de Deus, mas se trata de uma força que não conhecemos direito, é poderosa, nos conforta e também nos causa medo. Quando a invocamos, nos sentimos fortes, confiantes e corajosos.

Apesar de chamá-la de Deus, não sabemos como realmente ela é, onde está ou como funciona. Presos às limitações humanas, não estamos capacitados nem preparados para conhecer essa realidade divina.

Os mestres religiosos, entre eles Jesus Cristo, nos orientam a ter fé, muita fé, pois, pela fé a força de Deus chega até nós. Mas Ele exige que façamos algo para merecer esse privilégio.

Por exemplo, em nosso quotidiano, devemos praticar boas ações, cuidar das coisas de Deus, ser generosos e complacentes com nossos semelhantes, e proteger os animais indefesos.

Enfim, sejamos pessoas alegres e nunca ter vergonha de dizer que somos filhos

de Deus e de viver conforme o Plano da Criação do Senhor!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 216.

 

Dia-a-dia – 08.04.2016

A caminho da casa espiritual!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Um dia, todos retornarão à vida espiritual, sobre a qual costumamos discutir e questionar. Muitas vezes, de modo inútil. Porque a vida flui, torta ou certa, independente da nossa vontade e da nossa opinião.

Tanto o caminho quanto a realidade futura, onde vamos inexoravelmente chegar, podem ser doces ou amargos. Pois são caminho que nós construímos e destino que definimos, ao nosso livre-arbítrio.

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Construção feita no dia-a-dia, assim como o pedreiro e o joão-de-barro fazem suas casas. Se você, por exemplo, é uma pessoa azeda, egoísta, maldosa, acaba espalhando essas qualidades por onde passa.

E, assim como quem planta, um dia, as colherá. Em contrário, quem semeia alegrias e generosidade as terão ornando seu caminho. Desse modo, mesmo a caminhada sendo dura, não passará de uma alegre gincana.

Somos tão egoístas que queremos viver, mas não hesitamos em matar. Matar os animais, por exemplo, pela gula. Não vivemos sem comer, mas enxotamos o animal faminto que fareja uma migalha da nossa mesa.

Lutamos pela liberdade, mas prendemos passarinhos nas gaiolas, sob o pretexto cruel de ouvir seu canto triste de prisioneiro. Para salvar nossa vida, entramos na fila por um órgão, torcendo para um “doador” morrer.

O bom caminho para a vida espiritual, aonde retornaremos um dia, exige a revisão dessas questões, desses comportamentos do cotidiano. Se luto para viver, hei de ser um defensor da vida, mesmo a de uma formiguinha.

Se a fome me apavora e busco proteger-me dela, hei de ter compaixão dos que passam fome, especialmente, os animais inocentes. Como sofrem os bichos abandonados!

Recordemos o Mestre Jesus: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois, de um lado, o espírito está pronto, mas, por outro lado, a carne é fraca” (Marcos 14:38).

 

 

Siga Jesus – 08.04.2016

NÃO ESTAMOS SALVOS (*)

 

Sugerimos, ontem, que fosse feita uma profunda reflexão sobre os padecimentos de Jesus. Hoje, propomos que pensemos, com a mesma profundidade, sobre o significado daquela tortura e da morte a que Cristo se submeteu, podemos dizer, espontaneamente.

Ele era filho de Deus, dominou a matéria e o pensamento, pregou mensagens divinas, operou milagres, mostrou que entre Ele e Deus, a quem chamou de pai, não havia diferença. Portanto, poderia ter se livrado da prisão, da tortura e da morte, e ainda teria esmagado seus algozes.

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Mas os homens, de forma comodista, com a influência das igrejas, tiraram uma conclusão simples e fácil, que não lhes traria maiores incômodos, dizendo que Jesus morreu para nos salvar. Até lhe deu o título de Salvador.

E “nos salvar” exatamente de que? De um possível pecado original, inventado pela pedagogia religiosa, ou dos monstruosos pecados que continuamos cometendo?

Acordemos! Não é nada disso! Jesus, além de ensinar, pela palavra, sobre como viver segundo o Plano de Deus, deu o supremo exemplo prático do padecimento e sacrifício da própria vida. Mostrou até onde se deve ir para cumprir a missão terrena. Nunca disse “eu os salvei dos vossos pecados” ou “eu os livrarei dos vossos pecados, com a minha morte”.

Por várias vezes, ensinou, orientou, perdoou e curou, mas sempre lembrava, ao final: “vá e não voltes a pecar”. Dizia que “eu sou o caminho, a verdade e a vida, os que me seguirem verão o Pai”.

Vamos descruzar os braços! Parem de achar que já estamos salvos! Não basta repetir orações, como um papagaio, da boca para fora, no templo ou em casa.

É preciso trabalhar muito, lutar e se sacrificar. É preciso abraçar a causa de Deus, dar a vida por Ele e por nossos irmãos!

Ao rezar o “Pai Nosso”, prestem bastante atenção ao dizer: “Pai, perdoai-nos, assim como perdoamos aos que nos tem ofendido”. Construam uma vida de modo santo, vivam de maneira digna e honesta. Sejam generosos para com todas as criaturas, sem limite de cansaço ou de dor!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 256/257.

 

Páscoa – 28.03.2016

NÓS E O CALVÁRIO (*)

 

Na Semana Santa, cristãos e judeus celebram o calvário de Jesus Cristo, que culminou na sua morte e ressurreição, na cidade de Jerusalém,

Estado da Palestina. É, portanto, período religioso que costuma atrair a atenção de pessoas de diversos credos.

A Páscoa em memória de Jesus nada tem a ver com a Páscoa Judaica, que o próprio Cristo festejava. Esta comemora o êxodo dos israelitas do Egito, durante o reinado do faraó Ramsés II, saindo da escravidão para a liberdade. Na Páscoa Cristã, comemora-se a ressurreição de Jesus.

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O ponto alto da Semana Santa é a Paixão de Cristo. Os últimos dias antes do martírio foram muito agitados, para Ele e os discípulos. Ocorreram fatos trepidantes, que chamavam muito a atenção, como a entrada triunfal em Jerusalém.

Praticamente fugido da Judéia, onde já O perseguiam, Jesus foi a Jerusalém mostrar que o seu reino era dos desprotegidos e desfavorecidos. E lá chegou montado num jumento. Outros eventos foram: a última ceia; a oração angustiada no Jardim das Oliveiras; a traição de Judas; a negação de Pedro.

Por fim, foi preso ao sair do Jardim das Oliveiras. Na ocasião, repreendeu um dos seus seguidores, Simão Pedro, que tentou defendê-Lo, cortando a orelha de um soldado. Cristo recompôs a orelha do inimigo, determinando a Simão que guardasse sua espada. Mas, ainda assim, levaram-No preso, começando o doloroso martírio.

O modo como lembramos e celebramos estes fatos é que determina o tamanho da nossa fé, a qual o próprio Cristo submetera a um teste, dizendo que se tivéssemos fé equivalente a um grão de mostarda, teríamos poder suficiente para remover uma montanha.

Nunca um ser humano removeu uma montanha, donde se conclui que a nossa fé não chega a equivaler a um grão de mostarda. Isso significa que necessitamos refletir, meditar, orar muito e nos questionar todos os dias sobre o quanto acreditamos e celebramos com sinceridade a Paixão de Jesus Cristo!

Faça, portanto, da sua vida uma via-sacra dedicada a Deus. Descubra quem é você e qual é sua verdadeira missão na Terra, qual é seu papel diante do mundo, qual a responsabilidade que tem com relação à sua família. Dedique-se a isso assim como Jesus se dedicou à pregação na Terra e como se submeteu ao calvário, alcançando, por fim, a vitória, pela glória da ressurreição.

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 37/38.

 

Preparação – 28.03.2016

ÚLTIMAS INSTRUÇÕES (*)

 

Nas últimas instruções aos discípulos (BÍBLIA, João, 13, 31-38; 14, 15, 16), Jesus foi paternal. Praticamente, não esqueceu nada, aconselhou, tirou dúvidas, orientou e pediu, sobretudo, perseverança e dedicação a Deus.

Disse-lhes: “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou, não podeis ir. Também, agora, vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Se amardes uns aos outros, todos saberão que sois meus discípulos”.

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Então, Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?”. Jesus respondeu: “Pará onde eu vou, não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás”. Pedro, então, disse: “Por que não posso seguir-Te agora? Por Ti, darei a minha vida?”.

E Jesus antecipou o que Pedro nunca imaginou que aconteceria: “Tu darás a tua vida por mim? Na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes”.

O pobre Pedro, horas mais tarde, amargou a confirmação da previsão. Quando Jesus era interrogado e açoitado, na madrugada, perguntaram a Pedro: “Tu não eras um dos seguidores de Jesus?”, “Tu não eras um deles?”, referindo ao grupo de Cristo. E Pedro só se deu conta das várias negativas que deu, quando ouviu o galo cantar, então se lembrou do que Jesus dissera.

Jesus, naquelas horas finais de paz e liberdade, não se cansava de ensinar. Diante daquele grupo de homens abatidos e amedrontados, dizia: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”.

Ele se esforçava para consolar aqueles a quem estava deixando.

Era comovente a cena daqueles homens, parecendo crianças diante de Jesus, dizendo, por exemplo, como Tomé, que, esquecendo de tudo que o Mestre pregou, pergunta: “Nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?”.

Jesus responde: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”, levando Filipe a fazer um pedido aparentemente tolo: “Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta”, tendo Jesus dito: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim, vê o Pai, e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”.

Foi longa a conversa do Cristo com aqueles homens que o haviam seguido.

Ante o desconsolo geral, Ele deixou a garantia: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós”!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 267/268.

 

 

Via-Sacra – 23.03.2016

Jesus foi cuspido e arrastado
no esgoto antes de ser morto

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Os sofrimentos de Jesus foram muito mais brutais do que narram os evangelistas. Por conveniências políticas, nem Pilatos nem Herodes quiseram condenar o Cristo. Não viram nele qualquer crime que justificasse a pena de morte. E também tinham medo do poder do Messias, embora não reconhecessem isso publicamente.

Herodes fingiu ter visto nele apenas um tolo e o devolveu a Pilatos, que lavou as mãos e o entregou para ser condenado pelos seus inimigos. Eles distribuíram dinheiro para a claque e amedrontaram a população, dizendo que se Jesus não fosse morto, todos seriam perseguidos e castigados por Cesar, o rei de Roma. E a multidão ignorante gritou pela execução do Mestre.

Cansados e furiosos com as longas caminhadas, indo e vindo entre os palácios de Pilatos e Herodes, os inimigos descarregavam a raiva toda em Jesus, com as mais cruéis e abomináveis formas de tortura e de ultraje. Herodes sorria ao ver Cristo, de que tanto ouvira falar, reduzido a um trapo, sujo, imundo e coberto de sangue. Nem parecia mais gente!

Ao ver o Messias daquele jeito - desfigurado, desgrenhado, rosto dilacerado, imundo, túnica suja de lama – o rei virou o rosto, com um gesto de nojo e dó, dizendo aos sacerdotes: “Levai-o daqui, limpai-o. Como podeis trazer à minha presença um homem tão sujo e maltratado?”.

Herodes pediu a Jesus que provasse tudo que dele ouvira falar, os milagres, as curas e se era mesmo filho de Deus, dizendo-lhe: “Que espécie de rei és tu?”. Como Jesus nada respondeu, o rei disse: “Levai este tolo, pois é mais um doido do que um criminoso”.

Jesus não foi só chicoteado, atiraram toda sorte de sujeira nele, fizeram-no andar sobre lama, para vê-lo tentar se equilibrar, cambalear, como se estivesse dançando, somente para ridicularizá-lo. Arrastaram-no por um esgoto, fazendo sua cabeça bater em paredes e pedras.

Muitos batiam nele, dizendo representar cada região onde moravam. Deram-lhe pauladas na cabeça e Jesus olhavam para os algozes de forma suplicante, gemendo de dor. Para zombar, os torturadores imitavam seus gemidos. Cada brutalidade era acompanhada de gargalhadas e insultos. Não houve quem lhe mostrasse piedade.

Então, gente, para alcançar a salvação, temos um longo caminho à nossa frente. Relembrar os sofrimentos atrozes contra Jesus, de ano em ano, na Semana Santa, é muito pouco. É muito comodismo dizer que Jesus já nos salvou. Se fosse hoje, provavelmente estaríamos entre aqueles furiosos torturadores.

Então, o que esperar do Messias e de Deus? Temos de fazer por merecer a sua complacência e sua benevolência! Podemos começar assumindo a vida de verdadeiros cristãos, sem hipocrisia, sem falsidade e conscientes de que o caminho é duro e de muitas dores.

Mas não desanimem, até o último momento, Jesus foi modelo de magnanimidade, que veio para passar a lição de Deus. No estertor da morte ainda insistiu e balbuciou: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!”.

(Texto baseado na mensagem da Oração da Ave Maria, desta Sexta-Feira da Paixão, escrita e apresentada pelo jornalista Raimundo Marinho, na Rádio Portal FM - 104.3, em Livramento de Nossa Senhora, Bahia - Imagens copiadas na internet)

(Inicialmente publicado em http://www.mandacarudaserra.com.br/arquivo/2013/marco.html)

 

IMAGINE A DOR DE JESUS! (*)

Todos os anos, as pessoas obedecem ao rito repetitivo da Quaresma e Semana Santa, traçado pela maioria das religiões. Muitos o fazem de forma automática, até mesmo sem atentar para o significado das chagas exibidas nas imagens desoladoras do Cristo.

Então, feche os olhos, agora ou em momento que considerar mais apropriado, e imagine a trajetória de Jesus, do momento da prisão ao instante em que ficou pendurado, no alto de uma cruz.

Não imagine como leu nos evangelhos ou ouviu do padre ou pastor, mas como fato real, em que uma pessoa é torturada cruelmente e, quando já não aguentava mais, é barbaramente pregada em uma cruz.

Não é filme, não é literatura! O roteiro macabro aconteceu, de verdade!

Consegue imaginar? Então, veja Jesus repreendendo o discípulo que cortou a orelha do soldado que efetuava a prisão.

Imagine as sessões humilhantes de um julgamento forjado, em que tudo foi preparado para condená-Lo. Imagine as chicotadas lacerando suas costas, a coroa de espinhos, os empurrões, as cusparadas, a exaustão física!

Isso de fato existiu, não é invenção dos evangelistas. Era assim que funcionava naquela época.

Ninguém podia desafiar o poder terreno ou a ordem religiosa em vigor. Jesus desafiou, como missão de Deus, pois a ordem era injusta, corrupta e pecadora!

Imagine o cortejo até o morro do Gólgota, local do suplício, da crucificação e morte de Cristo. Pense, agora, nos cravos grossos e enferrujados rasgando nervos, carnes e ossos das suas mãos e dos seus pés!

Imagine as várias tentativas dos soldados, furando Jesus, até acertar as marteladas, como se prega uma tábua! Imagine o corpo de Cristo, ainda vivo, pesado e sustentado pelos pregos.

Pense na falta de ar que sentiu, sem conforto para respirar, nas dores lancinantes, na ânsia da sede, na coroa de espinhos comprimindo sua cabeça, nas costas em carne viva, dilacerada que fora pelas chicotadas.

Pense no abandono em que se sentiu, a ponto dos evangelistas escreverem que ele teria clamado: “Eli, Eli! Lama sabactani!” (BÍBLIA, Mateus, 27, 46), cuja tradução seria: “Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?”.

Mesmo assim, já sem fôlego, sangrando, morrendo, ainda se esforçou para balbuciar: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” (BÍBLIA, Lucas, 23, 34).

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 255/256.

 

Quaresma – 18.03.2016

AS MÃOS DE PILATOS (*)

 

Vamos viver a Semana Santa de modo diferente, pensando não em comida e bebida ou feriados, mas nos padecimentos de Jesus. Será que Ele padeceu em vão? Estamos mais para a bacia de Pilatos ou para a janela da fé, aberta pelos ensinamentos do Messias, que nos levará a Deus?

O julgamento de Jesus foi uma farsa e sua morte um impiedoso assassinato.

No entanto, segundo as escrituras, tudo estava previsto. Ele teria de passar por aquilo. Ainda assim, parece incompreensível, levando-nos a indagar: por que, com Seu poder divino, deixou-se submeter a isso?

Porém, não deixa de ser fácil compreender. Estava previsto, no dizer das escrituras, porque tudo fora planejado e Cristo teria escolhido essa missão, para ensinar um novo modo de viver aos homens. Deu o exemplo da própria vida, denunciando o grau de maldade a que os homens haviam chegado!

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Isso está claramente evidenciado na farsa urdida entre os poderosos e interessados em se livrar de Jesus, recrutando toda espécie de gente ruim para aplaudir Sua condenação. Evidencia-se, também, no comportamento covarde de Pôncio Pilatos, que se celebrizou com a famosa lavagem das mãos.

O político, quando desonesto, além de corrupto, é covarde. Pilatos chegou a dizer que não via culpa em Jesus, mesmo assim o condenou ao açoite, só para acalmar os grupos arregimentados para hostilizar o Mestre. Esses grupos eram distribuídos no meio da multidão, para intimidá-la e gritar: mata, mata, mata!

É como fazem hoje certos políticos, contratando pessoas para aplaudi-los ou vaiar os adversários. A corajosa esposa de Pilatos, Claudia Prócula, pediu que ele declarasse a inocência de Cristo, mas ele não teve coragem. Talvez por isso é que tenha praticado o famoso gesto de lavar as mãos, fugindo da responsabilidade por aquele nefasto julgamento.

Vamos olhar para nossas mãos! Será que também não estão, de algum modo, manchadas com o sangue de Cristo? Se estiverem, ainda há tempo de nos reconciliarmos com Ele!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 262.

 

Quaresma – 18.03.2016

FILHAS DE JERUSALÉM (*)

 

A nona estação da via-sacra reproduz o momento em que um grupo de mulheres lamentava e chorava por Jesus. Ao passar por elas, Ele disse:

“Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos, pois dias virão em que se dirão: ‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram’. Dirão aos montes: ‘Caí sobre nós’ e às colinas: ‘Cobri-nos’. Porque, se tratam assim a madeira verde, o que acontecerá à seca?” (BÍBLIA, Lucas 23, 27-31).

Não era só uma profecia e um conselho. Vê-se, também, revelada a indignação de Cristo ante o grau da perversidade e da cegueira espiritual que atingia o homem. Falou, explicitamente: “Se tratam assim a madeira verde, o que acontecerá à seca?”. O Messias era a “madeira verde” e a “seca” seria o homem perverso e incapaz de compreender a grandeza de Deus.

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Cristo sempre deu atenção às mulheres e era cercado por elas. As consolava e as ajudava em seus dramas pessoais, como foram a sogra de Pedro, a viúva de Naim, a prostituta Maria de Magdala, Marta e Maria, a mulher com hemorragia, a filha de Jairo e tantas outras. E muitas delas seguiam o Seu martírio.

Eram mulheres que haviam sido humilhadas e violentadas, marginalizadas e submetidas a práticas tribais indignas, mulheres em crise e sozinhas diante da sua maternidade, viúvas e idosas esquecidas, para quem Jesus foi doçura, alívio e esperança, que lhes havia resgatado a fé e a dignidade.

Era justo, então, que estivessem tristes naquela manhã cinzenta, em que Jesus caminhava para o calvário, em que nada podiam fazer, naquela Jerusalém devassa e perdida. Imaginavam que não mais teriam o olhar de conforto e as palavras doces daquele Homem-Deus, que lhes despertava ternura e paixão.

Jesus, que tudo sabia da vida e da morte, delas teve piedade, lembrando, porém, que mais desafortunadas eram elas e os que matavam o Mestre, sugerindo que chorassem por si mesmas, profetizando o futuro julgamento divino sobre o mal, a injustiça, o ódio que, como hoje, corrompem as pessoas e o mundo!

Na verdade, somos todos “Filhas de Jerusalém”, carentes da piedade de Jesus e da complacência de Deus!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 261.

 

 

Nosso destino – 01.03.2016

Vamos todos para o céu!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Nada que existe ou acontece é à toa.  Muitos falam que “nada é por acaso”. Mas o dizem por dizer, não explicam o que afirmam. O mundo e tudo que nele há, seu funcionamento, resultam de suprema engenhosidade.

A natureza, da qual somos partes, possui uma profundidade inalcançável. Funciona, autonomamente, sem uma mão visível que a esteja a gerir, bem diferente das iniciativas humanas.

Regula-se por leis próprias, infalíveis, em que tudo tem uma finalidade e um destino, de que nada escapa. Podemos observar isso na trajetória de uma semente, que culmina na geração de novas sementes.

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O objetivo da nossa experiência na Terra inclui o conhecimento dessa realidade, dentro da qual está o nosso destino. Como numa gincana, apenas temos dicas e pistas, ficando a nosso cargo encontrar o alvo.

Muitas das “dicas” e “pistas” são insights que temos do mundo espiritual, de onde viemos e para onde volveremos. E como não recebemos um manual sobre o que é o “destino”, então demos-lhe um nome: CÉU!

O passaporte para lá é a prática de virtudes, no grande desafio da vida. Somos imperfeitos condenados ao melhoramento. Mas nossa tendência é fraquejar e ceder às condutas egoístas, maldosas e trapaceiras.

Os educadores espirituais nos alertam com antagonismos, tipo o inferno, de supostos tormentos eternos. Podemos escolher as virtudes, que nos habilitam ao céu, ou as maldades, que nos levam à tal fogueira.

“Gozar a vida” é, aparentemente, mais sedutor, mas pode ter um final de dor e retardar a chegada ao destino. Assim, bem-aventurados os que se esforçam para distinguir as falsas alegrias infernais dos reais gozos espirituais.

Que os fracos e ignorantes não se abatam, presos na gosma sedutora, muitas vezes frente ao abismo. Um dia todos nos reuniremos no CÉU. Se, hoje, seu CÉU é o poder, o dinheiro, os gozos carnais, não tem problema!

Poderá doer muito, depois. Mas Jesus prometeu: “O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido” e “o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca". (Mt 18, 11 e 14)

 

Verão Deus – 01.03.2016

 

PRÊMIO PELA MISSÃO (*)

Deus deu a cada pessoa uma a missão, neste mundo. Somadas, resultarão na grandiosa obra do Senhor. Todos terão de fazer a sua parte, para que a obra se complete. Não é admissível falha.

A Criação de Adão. Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni (1475-1564) (reproduzido da internet, via Google)

O que acontecerá se alguém se omitir? Deus nada perderá, o prejuízo será inteiramente do faltoso, pois significará o afastamento de Deus. Só há prêmio e complacência para os diligentes na missão recebida.

O desidioso, entretanto, terá mais sofrimentos, mas não será excluído, de plano, pois a ninguém será dado escapar da glória de conhecer o verdadeiro sentido da vida. Uns com alegria e outros com muitas dores!

Somente usufruirão dela os que cumprirem os encargos terrenos, que não saberão descrever o que sentirão. Indescritíveis serão, também, a dor e o desespero daqueles que a perderam por terem sido negligentes, por não acreditarem em Deus!

A vida será sempre dura e pesada para os que cultivam um coração duro e uma alma pesada e insensível. Tudo que o Cristo recomendou, em nome do Pai, foi a prática da bondade, da caridade, do perdão.

E tudo se resume no amor ao semelhante. Quem assim agir terá o privilégio de experimentar a gloriosa visão de Deus!

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(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 188.

 

Mensagem – 22.02.2016

Como cristãos de fato!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

Os cristãos precisam assumir, de fato, a condição de seguidores de Cristo, em todo seu significado. Na medida em que mais gente conquiste isso, o mundo vai ficando melhor, principalmente a vida comunitária.

Mas será muito penoso sem o conhecimento da realidade espiritual. Será preciso reler os próprios escritos sagrados, notadamente os evangelhos. Por exemplo, D. Armando, bispo de Livramento, Bahia, fez-me uma correção.

De que novas interpretações corrigem passagens do Sermão da Montanha. Não se diz mais “pobres de espírito” e sim “pobres em espírito”. Da mesma forma, “bem-aventurado” é, na verdade, “anime-se, siga adiante”.

Mesmo sem maior análise, há de se concordar, pois como “pobres de espírito” poderiam ser “bem-aventurados” e, ainda assim, possuir a terra, ou ver Deus? Seria contraditório e desestimulante para os dedicados.

Há várias outras passagens evangélicas a carecer de mais reflexão. É o caso do “camelo” citado por Jesus como impossível de passar pelo fundo de uma agulha. Há quem ainda acredita ser o animal que resiste aos desertos.

Mas se trata de corda grossa, usada para atar cargas pesadas em navios. E tem toda lógica, pois Jesus quis dizer que, diferente de uma linha fina, o camelo, a corda grossa, jamais passaria pelo buraco da agulha.

Também ao dizer para o jovem que deixasse os mortos cuidar dos mortos, sabia que o pai do rapaz, que havia morrido, já estava sendo cuidado pelos espíritos, para nós os mortos, no mundo espiritual.

 

Mensagem – 22.02.2016

 

NO CAMINHO COM JESUS (*)

A vida humana tem um padrão simples! Não importa se o que fazemos é modesto ou grandioso, o existir consistirá sempre em nascer, viver e morrer. Não temos manual de instruções e nascemos completamente nus, como se diz, sem lenço nem qualquer documento.

O que acontece depois de nascermos é fruto do meio onde passamos a viver e do contato que vamos tendo com as pessoas. Os primeiros a nos acolher são nossos pais, que cuidam de nós até adquirirmos vida autônoma. Nos educam ou nos deformam, ao nos influenciar para o bem ou para o mal.

Dentro de cada um de nós, porém, há o impulso de Deus, que nos atira para a vida de verdade, que habilita a aceitar ou combater influências negativas do ambiente e das pessoas. Temos o chamado “livre-arbítrio”, pelo qual cada um faz o que quer e assume responsabilidades perante Deus e os homens.

Mas é preciso ter clareza quanto a isso, conhecendo plenamente quem somos.

Isso é alcançado na invocação a Deus e disponibilização para participar da criação divina. Assim, compreenderemos o significado da liberdade espiritual, vivendo a alegria das mãos dadas com Jesus e com Deus. Ele prometeu que estará sempre no meio de nós.

Mas ninguém poderá entrar em nossa casa se não abrimos a porta. Pela força e benevolência de Deus, cada pessoa teve a presença de Jesus em seu nascer. O nascer é uma dádiva do Céu. Já em nosso viver autônomo, a presença de Cristo é uma escolha nossa, na consciência do nosso livre-arbítrio.

Em nosso morrer, queiramos ou não, dependeremos novamente de Deus, a quem só chegaremos pela prática dos ensinamentos do Bom Jesus, sobre quem Deus revelou: “Este é o meu filho muito amado, em quem pus a minha complacência” (BÍBLIA, Marcos, 1,11). E Jesus disse: “Por meu intermédio é que poderão chegar ao Pai” (BÍBLIA, João, 14, 6).

Portanto, não haverá caminho longo ou penoso para os que têm Jesus Cristo como companheiro de viagem!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 128/129.

 

Mensagem – 15.02.2016

Não engula pedras ante Deus!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Pautar a vida somente pelo lado material é um equívoco. Mas é o que sempre fazemos. Até regredimos nesse sentido. A literatura religiosa registra que o homem já conversou diretamente com Deus
A Bíblia, por exemplo, é rica nas referências a isso. Também o diz o diálogo transcendental do Bhagavad-Guitá, entre Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, e o guerreiro Arjuna.

Em nossa era, não há mais registros de confabulações entre a criatura e o criador, a não ser no monólogo da oração. Então, resta saber quem se afastou de quem e por qual motivo.

Se eram apenas fantasias de quem fez os registros, então evoluímos com a oração. Porque, ao orar, o homem fala com Deus, numa dimensão que ainda não compreendemos, mas que é real.

Quando ocorrer a plena compreensão, tudo se tornará mais claro. Contudo, não é uma tarefa fácil e exige entrega total do indivíduo, pois é essencial saber a diferença entre orar e apenas balbuciar.

“Não permita que tua boca fale precipitadamente, nem que teu coração o impulsione a fazer promessas diante de Deus. Afinal, Deus está nos céus, e tu apenas vives sobre a terra; portanto, que tuas palavras sejam poucas e corretas”. (Eclesiastes 5:2)

Nossa conduta é que valida a oração, que será captada pelo sistema divino, se dentro das leis ali estabelecidas. É como a alimentação correta, que o estômago digere e envia aos canais de absorção do organismo.

Se ingerirmos pedras, elas não serão digeridas e ainda nos farão mau. Assim é com a oração. Para ser captada pelo sistema divino, terá de ser como uma alimentação adequada, não como pedra.

O Pai Nosso (Mt 6, 9-13), que Jesus nos ensinou e tanto repetimos, assim nos alerta, quando prometemos fazer a vontade de Deus, na terra e no Céu; e pedimos perdão, tal como perdoarmos a quem nos ofender.

Quem, por exemplo, recitar o Pai Nosso sem atender a essas duas condições, agirá como se estivesse engolindo pedras diante de Deus.

 

Sob a noite – 15.02.2016

ORAÇÃO AOS QUE DORMEM (*)

É noite, Senhor! Quero orar aos que dormem! Quantos adormecem
sob o manto da escuridão misteriosa? Muitos aproveitam para sair da toca, como as formigas, que recolhem folhas e alimentos para prover o formigueiro.

Na noite, cantam o caburé e a acauã, o bebê chora, a mãe zelosa se levanta para niná-lo, os ladinos saem para roubar. Furtivamente, os amantes se buscam no breu das paixões.

A noite é uma sofreguidão!

Escurece e um mundo, antes invisível, emerge para o palco da vida. Tu fizeste Senhor, seres do dia e da noite. É estanho ver um ente do dia zumbindo na noite ou um noturno vagando no dia.

Há os “perdidos na noite” e os “perdidos no dia”. São muitos os que parecem “perdidos na vida”, no Teu vasto mundo. O viver, no dia ou na noite, por vezes, cansa.

No meio do caminho, no meio da noite, descansamos. Noite misteriosa, que faz amanhecer os medos, logo após a hora do Ângelus. De cabeças perdidas, sonhamos na pequenez dos nossos pensamentos

Diante da abóbada estrelada, onde, de vez em quando, surge a Lua,
perguntamos: quem és Tu, senhor? A mãe diante do berço, que se sacrifica para velar o sono do filho? A formiga que conduz folhas ao formigueiro? Ou os amantes que saem para o encontro furtivo?

Ou serias a própria noite?

Seja quem fores, por favor, ouça minha oração aos que dormem e aos que se entregam à noite. Para que, a despeito da nossa pequenez, possamos amanhecer na Tua presença, face a face!

(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 150.

 

Mensagem – 07.02.2016

Candidatos aos infernos!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Não se pode apontar quem quer que seja como digno ou não da glória de Deus, muito menos da preferência de Jesus Cristo. O íntimo de cada um só Deus e o próprio indivíduo conhecem plenamente, com a convicção e o ente de razão exigidos num julgamento.

Mas há pessoas que se colocam, espontaneamente, sob o crivo da coletividade em que atuam, como os governantes e os políticos em geral. Pelo genuíno desejo de servir à comunidade ou por mera sede de poder e vaidade muitos se candidatam a governar.

(Acessada em http://viniciussilvacosta.blogspot.com.br/ 2013/04/piada-de-politico.htm)

Há tempos, porém, a política, como instrumento puro de organização e gestão da vida coletiva deixou de existir. Os brasileiros, em particular, vivem hoje a mais clara demonstração de deterioração nesse sentido, com os cada vez mais estarrecedores casos de corrupção.

Deus não atua diretamente na conduta dos indivíduos. Já o criou programado, por leis naturais, para esculpir o próprio destino. Um dos princípios básicos dessa legislação divina é o livre arbítrio.

Tal princípio atrai outro de igual profundidade, o da responsabilidade. Ou seja, cada qual faz o que quer, mas responde pelo que fizer. Pagarão caro, por exemplo, pela miséria e dores que provocarem.

Assim, muitos governantes e políticos que pensam que estão enganando o povo, chegarão a uma fase de suas vidas que terão de resgatar os roubos, as mentiras, as falsas promessas, o locupletamento.

De regra, esse resgate, se exigido no limbo da espiritualidade, poderá ser muito penoso, infernal. Hoje, pensam que estão se candidatando às glórias do poder. Mas, na verdade, são candidatos aos quintos ou, quiçá, ao sexto dos infernos.

 

Mensagem – 07.02.2016

MEDITAÇÃO E ELEIÇÃO (*)

 

Dedico a oração de hoje aos políticos. Os vejo, nesses dias, em grande agitação. Estão envolvidos no processo eleitoral. Querem um cargo público, para o qual a Lei exige que sejam escolhidos pelos cidadãos da comunidade. São cargos de prefeito e de vereadores. O prefeito vai chefiar a administração dos serviços da comunidade. Os vereadores vão fazer as leis e fiscalizar o seu cumprimento, pelo prefeito.

A administração dos serviços da comunidade tem despesas que são pagas com recursos arrecadados pela própria comunidade, através dos impostos. É muito simples. Tão simples que não dá para entender porque há tanta disputa, e até brigas, em uma eleição. O que será que se passa na cabeça dos políticos? Por que eles têm tanto interesse em prestar aqueles serviços à comunidade? Se é uma tarefa tão sacrificante?

(Acessada em http://umaopiniaozinha.blogspot. com.br/2013/09/o-sabado-da-reflexao-eleitoral.html)

Quantos deles pensam, de fato, no bem-estar coletivo? Esse “bem-estar coletivo” pode ser entendido como a satisfação das pessoas da comunidade diante dos serviços que lhes são prestados pelos eleitos. Esses serviços são variados. Compreendem, por exemplo, atendimento médico, escolas, transporte, abastecimento de água, esgoto sanitário, limpeza das ruas, organização dos mercados e feiras, cuidado com as estradas, fiscalização do trânsito e muitos outros.

Será que os políticos sabem disso? Se sabem, por que muitos desses serviços são tão ruins? Ou será que os políticos que elegemos é que são ruins? Ou seremos nós os ruins, que não sabemos escolher? Ou será que o político só quer poder, só quer o dinheiro público, só pensa em si? Será também que cada um de nós só pensa em si, na hora de votar?

São questões sobre as quais devemos pensar e refletir muito, nesse momento. Melhor ainda é que façamos essa reflexão nessa hora calma do Ângelus, em que nossa mente e o nosso espírito estão voltados para Deus!

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(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 151.

 

Mensagem – 01.02.2016

Avante, que possuirão a Terra!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Há muita coisa nos registros bíblicos e de outras fontes históricas cuja tradução original está a exigir revisão, tendo em vista o alargamento do conhecimento humano. Novas e criteriosas interpretações fazem-se necessárias, para se evitar deturpações e perda de tempo.

Não raro, escritores como os evangelistas optaram por versões que atendessem ao parco entendimento da época e, também, ao fortalecimento do cristianismo. A nosso ver, incluem nessa situação as versões bíblicas de céu e inferno e sobre a origem do homem e da mulher.

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Aliás, revisões têm sido feitas, que aumentam a clareza das mensagens, ajustando-as, não à vontade caprichosa do dito homem moderno, mas à inquestionável evolução do conhecimento. A própria força dessa evolução e as consequentes adaptações vem do próprio plano do Criador.

Um desses ajustes me foi ensinado, recentemente, pelo bispo Dom Armando Bucciol, de nacionalidade italiana, atualmente chefe da nossa Diocese. Refere-se ao famoso sermão da montanha, com as oito bem-aventuranças proclamadas por Jesus Cristo.

Uma delas diz “Bem-aventurados os pobres de espirito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus: 5, 3). Lida no sentido literal, haveria uma incoerência, que seria o injusto enaltecimento de pessoas indignas. Então, segundo Dom Armando, a expressão correta seria “pobres em espírito”.

Ou seja, não poderia haver filhos de Deus “pobres de espírito”, pois carregar dentro de si a centelha do Criador já é a maior riqueza. E “pobres em espírito” quer dizer de espírito limpo e desapegado, inclusive de bens materiais, aptos a acessar o reino dos céus.

E a mensagem de Jesus, no sermão da montanha, não seria de proclamação, mas de incentivo, de animação, de previsão de recompensa aos que estão a caminho do Senhor. Por isso, ao invés de “Bem-aventurados”, a interpretação correta seria “Avante! Tenham ânimo!”.

 
Mensagem – 01.02.2016

O TEMPO É DE DEUS (*)

 

Raríssimas pessoas vivem além dos 100 anos. E, diante dos bilhões de anos que tem a criação de Deus, 100 anos são como um piscar de olhos. Na verdade, depois de descontados os anos da infância e da velhice a vida útil de uma pessoa, na Terra, chega, no máximo, a 50 anos. É muito pouco tempo para gozar, mas pode ser uma eternidade para sofrer.

Dizemos isso, porque é assim que o ser humano costuma dividir o tempo da vida. Há momentos em que torce para o tempo passar rápido; e outros há em que, se pudesse, pararia o tempo. Muitos existem que andam a dizer que não têm tempo. Não têm tempo para conversar com o filho, não têm tempo de conversar com os pais; não têm tempo de namorar; não têm tempo de rezar.

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Chegam a um ponto que nem sabem para o que, então, têm tempo. Um dia, chegarão ao tempo em que vão se arrepender de não ter dado mais atenção ao filho; de não ter ouvido mais os pais; em que se arrependerão de não ter namorado mais; de não ter rezado mais.

Há um tempo para tudo, mas todo o nosso tempo pertence a Deus. E, se pertencermos a Deus, não haverá limite de tempo em nossas vidas. Viveremos a eternidade de Deus, não apenas os anos nesta Terra. Por aqui, somos submetidos ao grande teste da aceitação de viver conforme o plano do Criador.

Essa experiência desafia o tempo e um minuto sequer deve ser perdido. Ela consiste no relacionamento com o mundo criado por Deus, na alegria de figurar entre as sua criaturas. Ele quer que nos tratemos bem, que sejamos gentis e tenhamos compaixão uns para com os outros.

Que o tempo dessa nossa vida seja preenchido com ações, gestos e atitudes que agradem a Deus. Que nos empenhemos em descobrir e sentir a Sua presença, em nosso dia-a-dia. Que estejamos sempre atentos aos sinais do criador.

Fazendo isso, um dia alcançaremos a superação do tempo e enxergaremos
Deus em toda sua plenitude e luminosidade!
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(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 138/139.

 

Mensagem – 22.01.2016

O DESTINO ESPIRITUAL (*)

 

A vida e morte de Jesus, recontada na Quaresma e Semana Santa, comportam muitas reflexões, como, por exemplo, o destino espiritual do homem, que Cristo procurou deixar o mais claro possível para nós.

O principal de nós é o espírito, tanto que Jesus se permitiu continuar falando com os discípulos mesmo depois de morto. Para facilitar o entendimento, não alterou a aparência que todos já conheciam.

Por uns tempos, continuou ensinando, em espírito, revelando que a vida é uma só, embora haja dois mundos: material, onde nos encontramos, e espiritual, onde reina Deus e onde a vida é plena e a eternidade se realiza.

O bom seria se estudássemos muito sobre Teologia, religiões, sobre a Bíblia! Mas isso não é fácil para todo mundo. E digo que nem é indispensável! Basta ter a consciência de Deus, invocar e querer ardentemente encontrar-se com Jesus!

Ele virá aos que chamarem e a estes mostrará, de maneira particular, os dois mundo. Então, viverão em espírito, ainda na Terra, sob orientação e inspiração de Cristo. Ele mesmo disse, após ressuscitado:

Me foi dado todo poder, no Céu e na Terra. Portanto, ide , ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (BÍBLIA, Mateus, 28, 18-20).

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(*) Santos, Raimundo Marinho dos. Hora do Ângelus, PENSARES PARA REZAR – Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 269/270.

Mensagem – 22.01.2016

Entre a luz e as trevas!

Raimundo Marinho
Jornalista

A existência da espiritualidade, cuja autoria é Deus, não depende da vontade humana. E Jesus Cristo mostrou que ela é regida por leis facilmente compreensíveis pelos tolos e de espíritos puros!

Felizes os que a fé conduz à intimidade com Jesus, seja em matéria ou em espírito, a quem é dado assento na Ceia do Senhor. Até os que chafurdam na miséria humana, um dia serão iluminados e chegarão lá.

Esculpimos nosso próprio destino, como lembra Lucius. Só há diferença no modo e tempo de caminhar. Quem promove o nascer de vidas, por exemplo, tendem a chegar antes dos que patrocinam a morte, o aborto.

Porque a vida é a essência do Plano de Deus! Infelizes, portanto, os que promovem ou se alegram com a barbárie, os que roubam aquilo que é da coletividade, como os criminosos da corrupção, os enganadores!

Infelizes os covardes que maltratam mulheres e crianças! Tristes  os que torturam e ou matam aqueles que deveriam proteger e defender. Coitados dos que roubam e trapaceiam, trazendo sofrimento a outros!

 

Céu ou Inferno – 10.01.2016

A escolha é nossa!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

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A maioria das pessoas acredita no sobrenatural e se organiza em algum tipo de sociedade religiosa, acreditando em um ente superior, genericamente chamado de Deus. Por conta disso, há uma infinidade de igrejas, sendo ínfimo o número dos que não professam fé alguma.

As igrejas diferem-se nos ritos praticados, na visão do que é Deus e na interpretação de textos sagrados, como a Bíblia. Todas admitem que o homem possui uma natureza material densa (corpo) e outra imaterial etérea (alma), muitas vezes colidindo uma com a outra.

Poucas explicam de onde viemos, mas todas dizem que nosso destino, após a morte, é o céu, exceto para os transgressores (pecadores), que vão para o castigo eterno, ou seja, o quinto dos infernos. Ou para um suplício temporário, o purgatório, para pecadores venais.

Embora isso colida com o plano e a natureza generosa de Deus, sedimentou-se como verdade na didática religiosa. O recrutamento para esses destinos dar-se-ia logo após a morte, em evidente contradição com a tese do juízo final, que prevê a espera da ressurreição.

A Porta do Inferno, de Dante

Para pôr lenha ou luz na fogueira, exsurge a doutrina espírita, codificada e publicada, entre 1857 e 1868, pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec. Mais conhecida como espiritismo, defende e propaga a tese da reencarnação.  

Apesar de incomodar muito as religiões, não se intitula como religião, e se considera o consolador prometido por Jesus Cristo. Prestem a atenção e verá que, na verdade, nenhuma religião, incluindo o espiritismo, tem ou teve o condão de alterar a realidade de Deus.

Sobre ela, muito ainda temos de aprender. O que sempre esteve em questão é nossa incapacidade e baixo grau de empenho em vê-la, pois permanecemos obnubilados pelo materialismo. Jesus disse, claramente: “quem tiver ouvidos para ouvir e olhos para ver, que ouça e veja”.

E o melhor ângulo de visão, na minha opinião, é o das religiões, não isoladamente, mas no seu conjunto. Poucos estudam as religiões, mas todas elas, sem exceção, fundam-se em princípios básicos parecidos, apesar das diferenças ritualísticas e interpretativas.

Não poderia ser diferente, pois são criações humanas, manipuladas pelas conveniências, sendo pouco provável que, apesar do ecumenismo, se unam no entendimento de que estamos submetidos a uma jornada evolutiva, com destaque para as experiências terrenas.

Nem de que o mundo real é o espiritual, de onde os espíritos migram para diversas realidades planetárias, sob a regência de Deus. É possível que a Terra seja o mais primário e denso deles. Mas é garantido que ninguém se perderá, ainda que levem milhões de anos.

Na realidade espiritual, está, sem dúvida, o Céu, a pura e sublime organização de Deus, onde Ele próprio habita. E há, também, o Inferno, uma organização humana, espontânea, dos espíritos inferiores, que continuam a recusar Deus e Jesus Cristo, como o faziam na Terra.

O Purgatório nada mais seria do que uma gigantesca organização hospitalar, no mundo invisível, comandada pelos mensageiros de Deus, para resgatar os que clamam por socorro, quando perdidos na nova realidade, onde ingressam após a morte física.

Portanto, a escolha é nossa! Para os ainda fracos, ignorantes e desanimados, Jesus disse: Vinde a mim todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e eu vos darei descanso. Eu vim para salvar o que se havia perdido (Mateus, 11: 28; 18: 11).

 

Espiritualidade - 02.01.2016

Entrevista com Jesus Cristo

Fotomontagem-adaptação: Rafael Oliveira

Raimundo Marinho

Jornalista

No final de ano, viajei por várias regiões da Palestina, nas páginas dos evangelhos. Segui as pegadas de Jesus e tive a alegria de vê-Lo em diversos locais, entre o Líbano e Israel, na costa leste do Mar Mediterrâneo. Pude rever aquele ser fascinante, de olhar penetrante! Sua voz corta no mais profundo da nossa mente e da nossa alma, com palavras que dilaceram o mais duro dos espíritos. Abrem feridas que nunca se fecham, por onde os mistérios dos Céus nos penetram e são revelados.

Somente quem faz essa viagem pode entender como o pensamento, a mensagem e a figura magistral desse homem conseguiram atravessar, intactos, mais de dois mil anos. Ele só pode ser a encarnação de Deus! Mas falou como um ser humano, consciente da missão pela qual veio à Terra, reunindo divindade, sabedoria, doçura, amor e a mais forte personalidade que já existiu, confundindo-se com o próprio Deus.

Nos vários dias de andanças, inclusive revendo lugares que conheço desde a juventude, por longas horas fiquei a mirar o rosto do Mestre. Ampliei minha reflexão sobre a profundidade das suas mensagens e deixei-me envolver ainda mais por aquela voz cortante. Então resolvi fazer uma entrevista com Ele, como não poderia deixar ser, na minha condição de jornalista. Leia, a seguir:

 

Mestre, passados 2000 anos, há os que ainda perguntam quem é mesmo você?

Há tanto tempo estou convosco e não me tendes conhecido? Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida. Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome. Aquele que crê em mim nunca terá sede.

Imagens acessadas e copiadas da internet, via Google

Muitos o chamam de Deus - o Pai. Isso seria correto ou estão equivocados?

Eu Sou o Filho de Deus. Eu e o Pai somos um. Aquele que vê a mim, vê o Pai. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.  Se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

Para os que querem segui-Lo, como achar a sua porta, onde você mora?

As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça. Mas entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ela.  E porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.

Então, o que cada um deverá fazer para caber nesse caminho estreito?

Vigiai o tempo todo, orando, para que possais escapar do que está para acontecer, e apresentar-vos em pé diante do Filho do homem. Não julgueis, para que não sejais julgados.  Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.  Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam. Se alguém te bater no rosto, ofereça a outra face.

Mas as igrejas pregam que você já nos salvou, ao ser ferrado na cruz. Estaríamos numa boa, sem precisar fazer mais nada!

Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim.

Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida, vai perdê-la. Aquele que a perder, por minha causa, vai reencontrá-la. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!  Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão, “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Por que viver está tão difícil, Mestre, são tantas dificuldades?

Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: vá daqui para lá, e ele irá. Nada será impossível para vocês. Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber. Nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento e o corpo mais do que o vestuário? Mas, buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

O primeiro mandamento é amar a Deus e o segundo é amar o próximo. Mas este próximo é quem mais nos persegue!

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus. Porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. Não resistais ao mal, ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa. Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

Você pode nos ensinar, novamente, como rezar e falar com Deus?

Quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto. E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixes cair em tentação.

Lembra, Mestre, das suas comoventes palavras na despedida dos discípulos?

Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir. Eu vo-lo digo também agora. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

Sabe, Jesus, não consigo entender como ainda tem gente que não sabe quem é o próximo! Repete para mim a parábola!

Ia um homem de Jerusalém para Jericó e foi atacado por salteadores, que o despojaram e espancaram, deixando-o meio morto. Passou um sacerdote que o viu e o ignorou. O mesmo fez um levita. Mas um samaritano o viu e teve pena dele.  Tratou suas feridas e o levou para uma estalagem, onde cuidou dele e assumiu todos os gastos da hospedagem e do tratamento. O próximo do que caiu foi o que o socorreu. Vá a faça o mesmo.

Você não está mais aqui para tirar nossas dúvidas. Como saber se estamos no caminho certo?

Avante, mesmo os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus; os que choram serão consolados; os mansos herdarão a terra; os que têm fome e sede de justiça serão fartos; os misericordiosos alcançarão misericórdia; os limpos de coração verão a Deus; os pacificadores serão chamados filhos de Deus; os que sofrem perseguição por causa da justiça, deles é o reino dos céus; ou quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vos por minha causa.

Para terminar, por hoje, tão falando que o mundo vai acabar ou vai haver uma transição planetária, tudo conforme o Plano de Deus. Precisamos nos preparar?

Não deixe ninguém vos enganar. Virão muitos em meu nome, dizendo “eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos.   Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras. Não vos assusteis, é necessário assim acontecer. Mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, reino contra reino. Haverá fomes e terremotos, em vários lugares. Porém, tudo isto é o princípio das dores. Surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos.  

Portanto, se vos disserem “eis que ele está no deserto”, não saias, ou “ei-lo no interior da casa”, não acredites.  Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. Quando os ramos da figueira se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.  Assim, quando virdes todas estas coisas, sabei que o fim está às portas.

(Faça você também sua entrevista com Jesus. Se quiser, pode seguir o meu roteiro de viagem: João 6: 32-35; 10: 7-9; 30, 36; 13: 7, 33-35; 14: 6-9,23. Mateus 5: 37; 43-46; 6: 9-13; 25, 33; 7: 1-2; 13-14; 21-23; 8: 20; 10, 34-42; 17: 20; 24: 4-8,11; 24-27; 32,33. Lucas 10:30-37; 21:36)