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Mensagem – 15.03.2020

Mais uma Semana Santa,
mais uma oportunidade

 

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Raimundo Marinho
jornalista

Estamos indo para a Semana Santa de 2020 e, mais uma vez,  serão relembrados os dias finais de Jesus Cristo, conforme relatado pelos santos evangelhos.

Qual seria o significado disso? Para as igrejas cristãs, Jesus se submetera a tais dores para nos salvar. Mas essa salvação começa a exigir mais esclarecimentos.

Os dogmas e lições que as igrejas nos ensinam, não precisam ser contestados, mas exigem a devida interpretação com inteligência, sob a luz do Espírito Santo.

Não soa racional, por exemplo, simplesmente aceitar ou mesmo acreditar, de forma  cômoda, que já estamos salvos somente porque Jesus morreu por nós.

Pela lógica, não podia ser a melhor interpretação para os terríveis sofrimentos do Cristo, ao ser assassinado, por não abrir mão da missão para qual veio.

Ele não disse que morreria para nos salvar, e sim ensinou que seremos salvos pela adesão a seus ensinamentos, mostrando até onde se deve ir, se necessário.

A salvação não está no sangue derramado na cruz, nem nas dores lancinantes do chicote e pregos que rasgaram sua  carne, seus nervos e quebraram seus ossos.

Não está na falta de ar, na agonia, pregado na cruz, sem poder, nem mesmo tanger as moscas, enquanto morria lentamente! Isso seria muito cômodo para nós!

A salvação está na transformação que isso opera em nossas vidas, tornando-nos capazes de seguir o exemplo de Jesus, dando a vida à causa pela qual aqui viemos.

É urgente que se tenha consciência de que Jesus não nos salvou, simplesmente. Ele nos mostrou o caminho da salvação, que significa tornar-se apto a chegar a Deus.

Leiam e releiam os evangelhos e verão lá essa mensagem, bem clara. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça, olhos para ver, que veja, alertou o Messias!

 

Mensagem – 15.03.2020

Muito podemos aprender
com as tentações a Jesus!

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Raimundo Marinho
jornalista

Os evangelhos (Lucas: 4, 1-13, Mateus: 4, 1-11), geralmente lidos na missa do primeiro domingo da Quaresma, versam sobre intrigante passagem da vida de Jesus, que requer constante reflexão.

Referem-se à sua tentação, no deserto, onde passou 40 dias sem comer. A primeira indagação a se fazer é sobre qual teria sido o objetivo dos evangelistas com esse relato tão contundente .

É narrado que Jesus estava cheio do Espírito Santo e fora tentado pelo diabo, que o instigou, sedutoramente, para a soberba, no que seria, aparentemente, um rigoroso teste para o Filho de Deus.

Afirmam Lucas e Mateus que o diabo dissera ao Messias: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”. E Jesus respondera, com sabedoria: “Nem só de pão vive o homem”.

Satanás oferecera-lhe poder em troca de adoração. Por fim, insultou o Mestre, sugerindo-o que provasse ser poderoso, jogando-se da montanha e ordenando que anjos o protegessem.

A tudo Jesus repeliu e o cão se afastara. O que tais relatos significam, de fato? Mostrar que o diabo existe e disputa com Deus?  Para nós, é apenas a representação das fraquezas humanas.

Foi ensinado como vencer as tentações sedutoras que costumam nos assediar, em momentos de fraqueza. Elas estão em nosso dia a dia, como diabos que incitam à busca só de gozos físicos!

Deus é absoluto, sem qualquer  possibilidade de haver uma personalidade chamada “diabo” a nos ameaçar. “Satanás” não passa de pensamentos que perturbam os que se afastam do Criador!

 

Força da fé  – 06.02.2020

Remove pedras do caminho!

 

Raimundo Marinho
jornalista

Costumamos falar muito de fé, principalmente no ambiente religioso, sobre ter ou não ter fé, se ela é pouca ou muita. Cristo disse que os homens eram de pouca fé e comprovou: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível” (Mateus 17:20).

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O chamamento severo de Jesus deu origem ao ditado: “a fé remove montanhas”. E remove, embora nunca vimos uma montanha assim removida. Todavia, coisas até mais grandiosas já foram e continuam sendo feitas pelo homem, alguns privilegiados, claro, somente porque acreditaram que podiam realizá-las.

O principal talvez seja conhecer a amplitude do significado e utilidade da fé. Vista como algo abstrato, nada significa. É um conjunto de doutrinas, que se materializa, como a confiança e a crença em algo palpável ou realizável, um testemunho. Ela impulsiona e é confirmada pelo conhecimento.
 
Ter conhecimento de algo, ter certeza de que ele existe, após ter sido pesquisado, estudado, experimentado, é bem melhor do que apenas acreditar, abstratamente, que ele existe. É o caso de Deus! Para muitos, Ele está apenas na fé. Para outros, Ele é concreto, porque estudaram os fundamentos da sua existência.

Santo Anselmo, nascido na Itália, em 1033, dizia: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” Com Santo Agostinho deu-se o inverso: ao buscar argumentos para seu pensamento ateu, acabou descobrindo a realidade de Deus.

Ninguém escapa de Deus. Tanto está nos argumento para confirmá-lo quanto para negá-lo. O Livro dos Provérbios (15:3) diz: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”.

 

Cantar em Deus – 06.02.2020

A mensagem dos cantos!

 

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Raimundo Marinho
jornalista

O canto das igrejas serenam nossas almas, transporta-nos para além da percepção material, para um mundo de sensações diferentes, para a ternura que só a sensibilidade espiritual pode alcançar. O canto das igrejas, quando brotam do espírito, é como a voz dos arcanjos diante de Deus.

Não entendo as igrejas que teimam em repisar que o Deus da outra não é verdadeiro. De todas, porém, o Divino ouve os cantos. Da alma de cada um parte a louvação que agrada o Senhor, pela pureza e firmeza da fé dos fiéis. Não é a igreja que nos leva para o céu e sim a fidelidade ao  Criador.

Somos ovelhas a caminho, não do calvário ou purgatório, e muito menos do inferno, seja qual for sua concepção, mas do céu. Cantamos nessa estrada. À nossa frente, segue o bom pastor, que reconhecemos e identificamos pelo tom da voz, o modo de viver e pelo jeito como nos ensina a cantar.

No evangelho de São João, do 4º domingo da páscoa (10,1-10), o Messias nos tranquiliza: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão”.  Mas há os que, infelizmente,  perdem-se nas drogas das ilusões da vida.

Talvez precisem do canto alegre da Igreja, das vozes comoventes cantando para Deus. Ah, se pudesse adentrar àquelas portas benfazejas! Vamos cantar mais alto, onde quer que estejamos, com toda convicção da nossa fé. Corações perdidos poderão nos ouvir! “Eu sou a porta”, disse Jesus!

 

Mensagem - 26.01.2020

Legado para além daqui!

Raimundo Marinho
jornalista

Não resisti a compartilhar essa mensagem, breve resumo sobre a experiência de vida com meu pai, Seu Humberto (1922-2019), exemplo de vida harmonizada com a  cidadania e o Plano de Deus.

Desde os idos da roça, ele representou para seus 10 filhos a firmeza de um Jequitibá, como um dia lembrou a professora Edir Meira. Tanto que não tombou, migrou para a luz do mundo espiritual.

Cumpriu, sem preguiça e com plena abnegação, tudo que viera fazer. Seriam necessárias muitas páginas para caber o rico legado de coragem e integridade moral que nos deixou.

Viveu 97 anos, sem hesitar ou reclamar, indiferente a obstáculos e fiel ao Plano de Deus! Na fecunda realidade do existir, edificou a personalidade que conosco partilhou e com que nos educou.

Protegeu-nos como um leão, contra, sobretudo, as explorações comuns ao meio e à época. Deu-nos tudo do pouco que teve, sem se intimidar com as duras dificuldades que enfrentou.

Angariou muitos amigos e admiradores! Graças a Deus, incorporamos seu exemplo de fé, dignidade, honestidade e amizade, repassados aos seus netos, com os quais brincava como um menino
 
Choramos muito sua ida, pois é do egoismo humano querer eternizar na Terra os entes queridos, mesmo sabendo que Deus nos criara para, um dia, subir à glória da Pátria Espiritual.

Seu Humberto nos ensinou, na simplicidade de seus exemplos, como se habilitar a essa vontade de Deus. Tomara que estejamos a semear pelo menos um pouco disso, por onde vivemos.

Existe muita dor, sim, Seu Humberto, pela sua partida e de D. Maria, a mãe que nos deu.Porém, nada será maior que a alegria de ter caminhado com você, como pai, avô, bisavô e amigo!

(Adaptado da mensagem distribuida na missa de 7º dia, em 01.12.2019)

 

Mensagem – 26.01.2010

Na sintonia com Deus!

Raimundo Marinho
jornalista

A vida das pessoas deve ser regida pela paz que emana de Deus. Para tanto, é necessário que vivamos em contato com Ele. Nesse sentido, o Criador nos facilitou as coisas, inoculando sua centelha em nós. Assim, para encontrar aquele que nos criou, basta olharmos para nós mesmos e nossos semelhantes!

Deus não é uma abstração, algo invisível e intocável. Ele tem uma natureza específica, que precisamos conhecer melhor. Ele é concreto, mas não o veremos se não estivermos sintonizados com a sua realidade. É como o sinal de rádio ou TV,  que só se vê ou ouve após ligado o aparelho receptor.

E nós somos os aparelhos pelos quais o sinal de Deus pode ser sintonizado. Temos, então, de buscar essa sintonia. Para isso, é necessário que sejam afastados todos os ruídos, como soberba, arrogância, falta de amor, ódio, inveja, cobiça, falta de generosidade e o apego às coisas materiais.

O que mais obstrui nossa ligação com Deus é a indiferença para com nossos irmãos e   as coisas da natureza. A criação divina envolve tudo que há em nossa volta, todas as formas de vida, as belezas que admiramos, bem como o que costuma nos assustar, como as pequenas e desprezadas baratas.

Se maltratarmos uns aos outros ou qualquer ser vivo, ofenderemos Deus e criamos um grande chiado na comunicação e na sintonia com Ele; que não nos rejeitará por causa disso, assim como a TV e o Rádio não brigarão conosco, se não soubermos usá-los. Mas podem ficar inaudíveis!

Virados para o lado contrário, nunca veremos o que desejamos ver. Se quiser ver Deus, olhe para si próprio e para tudo que Ele colocou no mundo. E descobrirá as maravilhas da vida, a clareza, a luminosidade e a paz de Deus!

 

Mensagem – 15.01.2020

Com o pensamento em Deus!

 

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Raimundo Marinho
jornalista

O evangelho de Marcos (9, 14-29) faz o relato da cura, feita por Jesus, de um menino que era perturbado por um espírito. Até hoje, situações como essa despertam curiosidade e chamam a atenção das pessoas da comunidade. Geram todo tipo de comentários e o doente é levado para lá e para cá, em busca de uma solução.

Padres são procurados, centro espírita é procurado, terreiro de candomblé é procurado, igreja evangélica é procurada, curador é procurado, médicos são procurados. No desespero, as famílias vão a todos os lugares onde acreditam possam receber ajuda. Mas nem sempre é encontrada a solução, há casos até de a pessoa morrer.

A explicação está nas palavras de Jesus: “Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos?”. O Messias sempre se referia à pouca fé da humanidade. E até hoje é assim. Mas Ele compreendeu a dor e o sofrimento daquela criança e da sua família. Então, ordenou: “Trazei aqui o menino”. E bastou uma só palavra sua para o espírito obsessor deixar a criança em paz.

A falta de fé e de conhecimento nos impede de perceber que muitos espíritos, até de pessoas com quem já convivemos, permanecem entre nós, praticando as mesmas maldades de quando eram vivos, sem que possamos vê-los. Eles agem pela força do pensamento.

São as mesmas pessoas que aqui estiveram, com as mesmas maldades ou bondade, a depender da situação. Como espírito, têm mais capacidade mental e se aproveitam disso para se divertir ou se vingar, atormentando os fracos e os que vivem afastados de Deus.

São vistos como demônios, monstros e outros adjetivos, e assim eram desde quando estavam vivos. Mas nenhum espírito mau ou demônio tem poder para se aproximar da pessoa que reza, que vive com o pensamento em Deus e segue os ensinamentos de Jesus!

 

Mensagem – 12.01.2020

A grandeza espiritual!

 

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Raimundo Marinho
jornalista

Felicidade e alegria são as coisas mais procuradas, nesta vida.  A verdadeira alegria que podemos sentir é como uma minúscula faísca de ouro escondida na imensidão de um garimpo. A busca exige trabalho duro e persistência e pode levar tempo para ser encontrada.  Devemos ter a paciência e a obstinação de um garimpeiro.

Mas, assim como um garimpeiro pode bamburrar, certas pessoas são alçadas, subitamente, ao pleno gozo da felicidade e do contentamento. São os abençoados dos Céus. Não foi de uma hora para outra que encontraram o que procuravam. Se olharmos sua história de vida, veremos que eram guiadas pelo espírito de Deus.

E ninguém é alcançado pelo espírito divino se não cultivar um coração bom e uma alma generosa. O mínimo que podemos ser é gentis, diante do mundo e dos nossos semelhantes. Estamos aqui para contribuir com o plano do Criador, sendo duros na defesa da sua lei, mas sem nunca afastar a ternura dos nossos corações.

Vamos olhar com piedade e benevolência para todas as formas de vida. E se não pudermos abranger tudo, em face da grandeza do universo, vamos cuidar pelo menos daqueles que estão perto de nós. Cada pessoa, cada ser vivo colocado à nossa frente é um desafio à nossa generosidade, à nossa paciência e à nossa fé em Deus.

Cada dia vivido deverá ser um crédito em nossa conta nos Céus. Vamos terminar a fauna diária abatidos pelas energias gastas, mas felizes e alegres por termos alcançados a consciência de que fomos multiplicadores da verdade de Deus e dos ensinamentos de Jesus.

Não tenha vergonha de proclamar, abertamente, que ama o Cristo, assim como a noiva não hesita em se entregar ao noivo amado, como se parte do seu corpo fosse. A grandeza do espírito não se forma pela ira ou pelo quanto tenhamos passado nosso semelhante para traz. Forma-se pelo quanto o tenhamos amado.

 

Mensagem – 03.11.2019

NO CEMITÉRIO (*)

Os vivos deviam visitar regularmente os cemitérios. Não apenas nos momentos dolorosos dos enterros. Aquelas tumbas nos fazem lembrar que a maioria das coisas da vida, pelas quais tanto brigamos, de nada vale. A morte é certa e impiedosa, não respeita rico nem pobre, nem feio ou bonito. É o que fica evidente quando estamos diante de um túmulo. Mas nem sempre vemos dessa forma. Não raro, fingimos dor e tristeza, apenas para parecer socialmente agradáveis nos sepultamentos. A dor dos que ficam logo passa!

O amor, a atenção, o abraço apertado, a amizade, a fraternidade, a caridade, a solidariedade muitas vezes negados ao defunto, em vida, passam a ser compensados com gestos atrasados e desnecessários, como ajudar a carregar o caixão, comparecer à missa de sétimo dia, depositar flores e mensagens, talvez uma foto, sobre o túmulo frio e cimentado. Enquanto isso, aquele corpo enterrado, antes viril e saudável, apodrece e vai sendo comido pelos vermes, até que nada mais restará da pessoa.

Ao visitar um cemitério, certamente você vai observar que, em muitos túmulos, as flores secaram, as lembranças caíram; que a sujeira tomou conta dos sepulcros, antes caiados ou revestidos de mármores luxuosos. Alguns poucos são bem cuidados. Certo dia, ouvi uma alma viva resmungar por entre covas e carneiros, dizendo que ali terminavam todas as diferenças. Lembrava que, ao chegar ao cemitério, pobres, ricos, importantes e insignificantes, humildes ou orgulhosos, eram igualados pela temida foice da senhora morte.

Observe a variedade de túmulos, carneiros e covas. São diferentes, conforme estejam caiados, cimentados, azulejados, revestidos com mármores e granitos, ornamentados com flores naturais ou de plástico, com crucifixos de resinas ou de bronze. Até entre as covas mais humildes há diferenças, umas são mais bem arrumadas que outras. São diferenças que revelam o lado incorrigível do ser humano, que quer parecer um melhor do que o outro, mesmo diante da morte.

Mas há os que depositam flores, não pela ilusão de que o morto não tivesse morrido, mas pelo sentimento do amor e de consideração para com quem se foi. Não podemos modificar as leis implacáveis da natureza. E se uma visita ao cemitério não servir para despertar essa percepção, outro meio não haverá, a não ser o próprio suceder da vida, determinado por aquelas mesmas leis, que só excepcionalmente e no tempo certo serão dadas a conhecer plenamente.

Dessa forma, sempre que você for dominado por qualquer sentimento ou paixão destrutivo, como vaidade, arrogância, vingança, mania de grandeza, vontade de submeter ou aniquilar o próximo, compulsão pelos vícios e tantos outros, contenha-se e vá ao cemitério. Pense, também, que a vida é um misterioso mergulho na solidão de si mesmo, na qual somente sentimentos e paixões nobres poderão ajudar você. Fique com Deus!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos. Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 26/27.

 

Mensagem – 03.11.2019

PARA ONDE A ALMA “VOA”? (*)

 

O que acontece com as pessoas depois que elas morrem? Uns acham que simplesmente são levadas para o cemitério, onde são enterradas ou cremadas, não se falando mais nelas.  A maioria, porém, acredita que os que morrem ingressam em uma nova vida ou ficam numa espécie de quarentena, para ressuscitar, no Juízo Final.

A primeira resposta não oferece dificuldades, mas a segunda é inquietante e não há provas definitivas a respeito. Fica por conta das convicções religiosas e do ideário do ser humano de se eternizar. Dessa forma, o ente humano foi dividido em corpo perecível, que é enterrado quando morre; e em alma imortal, que “voa” para uma outra vida. Então, a essência da vida estaria na alma, no espírito, e não no corpo.

A idéia de alma, de espírito, de vida após a morte continua sendo assunto do âmbito humano e foi construída pela filosofia e pelas religiões. O certo é que o verdadeiro destino dos seres, após a morte, ainda não foi dado a conhecer, de forma a convencer todo mundo. Mas se tornou consenso que o corpo é um traje temporário, que a terra há de comer, que é visto sendo enterrado, mas não se vê a alma ou o espírito “voando”.

Difícil explicar que algo de nós, além do corpo, ao morrermos, partirá para um plano de plena satisfação ou para regiões de sofrimento, a depender das ações que tivermos praticado.

Aliás, como explicar a própria vida? Se nela o mais certo é a morte, em paradoxo tão irrefutável? Mas a vida por si só se explica. Quem quiser entender tudo terá de se concentrar no nascer, no crescer, no viver e no morrer. Não há como negar sentido a realidades tão grandiosas, tão eloquentes!

No plano humano, não há nem nunca haverá uma clareza coletiva a esse respeito. O comando de Deus programou, através da natureza, esclarecimentos individualizados, na proporção em que cada um for se interessando em obtê-los se a isso dedicar a sua vida. Cada um que for buscando essa sabedoria profunda irá se iluminando, na medida do seu viver, até se transpor, como Jesus Cristo, para a outra vida, sobre a qual, até então, só temos conseguido conjecturar.

Nem tudo é dado a conhecer ao homem somente pela sua ansiedade em saber. Seria perturbador para sua vida na Terra. Seria como ver os milhões de microorganismos, as bactérias, que vivem em nossa pele, em nossa boca, nos olhos, nas mãos. Nosso olho não é capaz de enxergá-las. Seria apavorante!  Mas elas ajudam nosso corpo a permanecer vivo. Só ficamos sabendo que elas vivem em nós depois que foi inventado o microscópio, no tempo determinado por Deus.

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos. Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 21/22.

 

Mensagem – 18.08.2019

LIVRAMENTO SOIS VOSSO, MARIA (*)


Quinze de agosto é dia de festa em Livramento de Nossa Senhora! Dia da padroeira! “Aqui da vossa cidade, ó Maria, sois a Excelsa Protetora”. Sois a mãe de Jesus e Ele, do alto da cruz, na pessoa de João, nos legou, a ti, Maria, também como nossa mãe.

Referindo-se ao discípulo amado, te disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois, ao discípulo, afirmou: “Eis aí tua mãe” (BÍBLIA, João 19, 26-27).

E por quantos anos estais a derramar vossas bênçãos sobre Livramento! Quantas gerações já vieram e já foram, aqui vivendo sob o manto da tua proteção! 

Quanto já temos rogado a ti, para que nos abençoe e a nossos filhos! Para quantos já advogou junto ao amado filho, Jesus Cristo! Quantos lamentos, quantos rogos já ouvistes, Maria, desse teu povo!

Quantas lágrimas já nos vistes chorar! Quantas alegrias, também, já nos vistes cantar! Quantos risos já houveram, tantos compartilhados contigo! Não há colo, não há regaço mais consolador que o teu, Maria!

Eu te imagino viva, a consolar-me com o teu olhar de mãe! Eu sinto, dentro de mim, o frescor da tua inspiração. Sinto-te viva a conduzir-me para o lado da alegria de Deus!

Sinto-te, com a doçura de mãe, a soprar teu hálito santo sobre mim, muitas vezes aplacando minha ira, suavizando a dureza do meu coração, clareando minha mente e refrescando o meu espírito!

Vejo-te viva, ó Maria, seguindo os caminhos dos meus filhos, para quem tanto rogo tuas bênçãos! Sinto tua presença viva dentro de mim, clarão pelo qual vejo a imagem luminosa de Jesus Cristo; e enxergo o caminho de Deus!

Tuas bênçãos fazem com que Jesus me ouça! Animam-me a almejar a benevolência de Deus! E rogo, Maria, para que assim seja com todos os filhos aqui da vossa cidade, da qual sois a Excelsa Protetora.

Tende, pois, de nós piedade, ó mãe de Deus, co-redentora! Porque Livramento sois vosso, ó Maria!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos. Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 136/137.



Mensagem – 18.08.2019

MÃE CHEIA DE GRAÇA (*)


O sol nasce, enche as manhãs de luz, envolve a Terra, aquece os seres vivos, colore as plantas e ilumina o dia! Chega a pino, forma a tarde e se põe, ao final do dia. Os sinos dobram, a música toca, o Ângelus medita, Ave Maria, senhora da Terra, rainha do Céu e predileta de Deus.

Nas reflexões desse instante belo do crepúsculo, rogamos a Maria que ilumine nossos espíritos e sossegue nossos corações. A seus pés, depositamos os frutos e o cansaço de mais um dia. Não há fadiga nem dor da vida que seu olhar não suavize.

Oh, Maria! Que teu amor de mãe e poder de santa sejam luzes em nosso caminho para Deus. Tivestes a glória de conceber o herdeiro do altíssimo, entregando-te como a escrava do Senhor, ignorando que seria uma missão de tanta dor.

Quanto doído não ficou teu coração, nas longas horas em que tua alma se torturou ao pé da cruz, de cujo alto gotejava o sangue de Jesus. Quis mais o criador, que fosses nossa intercessora, a ouvir-nos sempre que oramos “Ave Maria”.

Tu, cheia de graça, consoladora, nos ajude a vencer a desgraça humana, pois “achastes graça diante de Deus”! Sois a mãe do Redentor, a imaculada, a das Dores, a de Lourdes, a de Aparecida, a do Livramento, a da Conceição, esposa da nossa alma e refúgio do nosso coração!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos. Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 155/156.

 

Mensagem – 27.07.2019

Aprendendo com a dor!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

O mundo será sempre um ambiente de dor, pelo menos enquanto for local de exercícios espirituais. Não há ilusão quanto a isso, basta observar a trajetória humana na Terra. As formas bárbaras de guerra, de agressões, de judiação apenas foram substituídas por novas tecnologias.

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A tecnologia chegou a grau espantoso de evolução, mas o espírito humano é o mesmo, provando que aqui é local de experiências. Espiritos chegam,  aperfeiçoam-se, sobem para outras esferas mais elevadas e novas almas imperfeitas aqui desembarcam.

A exploração de uns humanos por outros humanos continua, demonstrando que os propósitos de depuração que trazem os espíritos acabam esquecidos. Felizes, portanto, são os que agem como foi programado antes da vinda, os que aproveitam bem a vida terrena.

O desafio é vencer as dores, a tristeza, as tragédias, usando-as para fortalecer nossos espíritos e não para o endurecimento de corações. A dor é o espelho da vida, por onde a porta do mundo espiritual se abre para nós. Ela nos alerta e nos conclama a sermos generosos.

Um corpo sem dor será corroído pelas feridas e pelas doenças. Uma alma sem dor se tornará presunçosa e debochará das coisas de Deus. A vida, na verdade, é como uma paraolimpíada, em que nosso desejo de pureza e capacidade de superação são colocados à prova.

A vida não se resume à Terra, razão pela qual os obstáculos que enfrentamos podem ter vindos de outras realidades, de cuja lembrança fomos poupados. Uma porta se abrirá para as alegrias do mundo espiritual aos generosos e gentis na passagem por este mundo! (Oração da Ave Maria, Portal 104.3 FM, janeiro-2013)

 

 

Mensagem – 27.07.2019

Vida, fato inescapável!

 

Raimundo Marinho

Jornalista

A vida é um fato, do qual não podemos fugir. Aparentemente, não pedimos para existir, mas escolhemos viver, sim. E temos de comemorar, pois a existência é um presente de Deus, embora sejam muitos os sofrimentos desta vida! Mas fazem parte do viver, dos desafios dessa bela caminhada.

Não faria sentido “uma vida mansa”. Damos muito valor aos sofrimentos, às dores. Mas, já imaginaram a vida sem sofrimentos, sem dores? Seria desprovida de sentido. No entanto, é necessário distinguir sofrimentos que são, realmente, desafios, daqueles gratuitos, muitas vezes inventados por nós!

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O próprio viver é sofrido, pois exige de nós muitas coisas desconfortáveis, sem as quais, porém, não existiríamos. É o caso da busca por alimentos. Prover o corpo dos nutrientes, de cuidados para com a saúde, de roupas, da moradia que nos abriga, exige muito esforço, muito trabalho, muito cansaço.

Isso, porém, é a vida, caminho que temos que palmilhar e vencer! Tire tudo isso de nós e restará um grande vazio. Então, iríamos dizer: “mas que vida mais sem graça, que vida mais monótona!”. A sabedoria está em como exercemos as atividades da vida, se com alegria e entusiasmo ou com indignação!

Cada gesto, cada palavra, no curso da vida, são contados no Plano de Deus. É uma contabilidade infalível, onde tudo nos será recompensado ou cobrado! Não há vida triste, nem dura! O que há, muitas vezes, é falta de coragem!

Há um guia espiritual sempre conosco, inspirando-nos a ser generosos e pacientes, até compreendermos plenamente a grandeza de Deus! Façamos, pois, da vida um sorriso! (Oração da Ave Maria, Portal 104.3 FM, julho-2013)

 

Mensagem junina I – 24.06.2019

A missão de João Batista! (*)

 

Raimundo Marinho
Jornalista

A comunidade cristã está festejando São João Batista, o mais popular da trilogia dos festejos juninos, com Santo Antônio e São Pedro. Santo Antônio, de família rica, foi um notável intelectual. Nasceu em Portugal, mas se fixou na cidade de Pádua, na Itália, pelo que veio a se chamar “Santo Antônio de Pádua”. Teria morrido aos 40 anos, provavelmente no ano de 1231.

São Pedro, cujo nome original era Simão, folcloricamente eleito padroeiro das viúvas, é mais conhecido, foi apóstolo de Jesus e considerado o primeiro bispo de Roma. Jesus o via forte como uma rocha e mudou seu nome, dizendo-lhe: “Tu és Pedra e sobre esta Pedra edifico a minha Igreja”, passando-lhe a responsabilidade de coordenar a propagação dos seus ensinamentos.

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João Batista nada tem a ver com os festejos juninos. Mas, por conta destes, tornou-se tão popular que muitos já esqueceram quem ele foi e até o confundem com João Evangelista. Foi um profeta, anunciador da vinda de Jesus Cristo e tornou-se um mártir, ao ser preso e degolado, por ordem de Herodes Antipas, para atender aos caprichos de Herodias, a amante do rei.

Antes de bebericarmos o quentão junino, de nos encharcarmos na cerveja do arraiá e nas delícias das comidas típicas, ou de exibir nossa moda nas noites frias da Rua do Areão, em Livramento, lembremos, um pouco, da história desse Santo, que chamava a atenção para as coisas de Deus e alertava as pessoas para os riscos da perdição.

Pouco ouvimos os profetas e os anjos enviados por Deus para nos guiar. Nós, a humanidade, fizemos pior do que degolar João Batista, que era só um profeta, nós matamos Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus.

Curta a alegria dos festejos juninos, mas não se esqueça de cuidar do seu espírito nem da verdadeira alegria, a que vem de Deus!

(*) Apresentada no programa “A Oração da Ave Maria”, Portal FM, junho de 2013

 

 Mensagem junina II - 24.06.2019

Mil vivas a São João (*)

 

“Convém que Ele cresça e que eu diminua”. (João 3:30)

 

Para qual João é a “Festa de S. João”? O Evangelista ou o Batista? Vou explicar: O Evangelista escreveu o Evangelho Segundo João, era o mais jovem apóstolo de Jesus; O Batista era primo de Jesus, filho de Isabel e Zacarias, e foi quem anunciou a chegada do Messias a seu povo.

Esse é o São João que se comemora nessa época do ano. Coincide com a colheita de milho na nossa região, época de fartura na roça. A culinária se enriquece e o festejo da fartura anima o coração de todos.

Conhecemos a “Festa”, mas será que conhecemos o Santo João Batista?

A vinda dele foi profetizada 700 anos antes dele nascer, pelo Profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda ao nosso Deus” (Is. 40:3).

O Evangelista Marcos reúne a profecia de Malaquias com a de Isaías e descreve: “Eis aí diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Ml. 3:1 e Mc. 1:2, 3).

Então, ele demonstra que essa profecia dizia respeito a João Batista: “apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Mc. 1:4).

João Batista, portanto, veio antecipadamente, para dizer que o Messias (Cristo) havia chegado.

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No encontro com Jesus, antes de batizá-lo, ele declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”! (Jo. 1:29). E, quando perguntaram se ele mesmo era o messias, ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse Isaías” (Jo. 1:23).

João reconhecia que a sua mensagem era mais importante do que ele mesmo, o mensageiro. Ele afirmou: “Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis; o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias” (Jo. 1:26, 27).

Diante do Messias, João sabia que era apenas pó, como todos nós. Em Cristo, porém, o Messias anunciado, há verdadeira vida!

Importante notar que João não se sentia importante. Ele anunciava a grande mensagem da chegada do Messias, mas ele mesmo desejava diminuir para que Jesus, o Cristo, o Messias por ele anunciado, adquirisse a relevância merecida.

As pessoas a respeito de João diziam: “Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste (Jesus Cristo) era verdade” (Jo. 10:41).

Sequer uma gripe ou uma dor de cabeça João Batista curou das pessoas que iam até ele. No entanto, muitíssimo mais importante do que isso, ele testificou a legitimidade do Messias. Ele foi leal à sua missão de ser “a voz de Deus clamando no deserto”.

João morre decapitado por Herodes, a pedido de Herodias, sua ilícita esposa (Mc. 6:14-29). Mais um profeta a morrer por ter tido a coragem de denunciar o pecado dos poderosos e por ter sido fiel e coerente à sua missão.

Homens assim não merecem ser festejados em celebrações onde o paganismo, a exploração cultural-religiosa e a licenciosidade imperam.

Mil vivas a São João Batista cuja vida de total compromisso e dedicação a Deus resgatou a graça do arrependimento, a certeza do perdão pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a voz da verdade onde Jesus, o Messias, Deus-Filho, “cancelou o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl. 2:14).

Nós (incluindo-me) que durante a festa curtimos a fartura de comida gostosa nesses dias, não esqueçamos jamais do exemplo de João: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”.

(*) Texto atribuído ao Rev. Miguel Cox, Reitor da Paróquia da Unidade
da Igreja Cristã Episcopal do Brasil, Recife (PE).

 

 

Mensagem – 12.05.2019

O AMOR ÀS MÃES (*)

 

O bispo chileno Dom Ramon Angel, em seu “Retrato de Mãe” (**), escrevera:  

“Uma simples mulher existe, que pela imensidão de seu amor tem um pouco de Deus. Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo. Que, sendo moça, pensa como uma anciã. E, sendo velha, age com as forças da juventude. Quando ignorante, melhor que qualquer sábio, desvenda o segredo da vida. E, quando sábia, assume a simplicidade das crianças.

Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama. E, rica, sabe empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos.

Forte, estremece pelo choro de uma criancinha. E, fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões. Viva, não lhe sabemos dar valor, porque à sua sombra todas as dores se apagam. E, morta, tudo que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo (...)”.

Outro religioso, padre Zezinho, também escreveu texto em que diz:  

“Mãe, Palavras, eu não acho. Nenhum poema diz o que é que eu realmente penso. Poeta algum jamais verbalizou minha experiência. Ser teu filhoé uma aventura única. E eu simplesmente não consigo traduzi-la empalavras. Mas teu coração entende (...)”.

Um dia eu também, em momento de inspiração, escrevi:

“Mãe, você foi minha primeira imagem, minhas primeiras palavras, meu primeiro amor. Hoje, você continua a ser a primeira em minha vida eproporciona-me a intensa alegria de me sentir sempre um menino”.

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Tudo pode ser dito das mães, mas nenhuma homenagem estará à altura delas se não compreendermos o significado da geração de um filho dentro do plano e da obra de Deus. Seguir os passos de Maria, enquanto seguia seu filho Jesus, talvez seja um bom modo de se atingir essa compreensão, sobretudo pensar como deixou o menino crescer e se desenvolver, com o desvelo de mãe, mas sem interferir no seu destino, pois sabia da missão divina que Ele tinha a cumprir.

Por vezes, ela se assustava, ao ver no filho a própria figura de Deus.
Nas “Bodas de Caná”, pediu a Ele para socorrer os anfitriões diante do constrangimento de ter faltado vinho. Embora Ele dissesse “mulher, o quequeres de mim, ainda não é chegada a minha hora”, ela orientou aos que serviam: “faça tudo que Ele vos mandar” (BÍBLIA, João, 2, 4-5).

Ela conhecia o filho e O tinha como um ser humano comum, apesar de nunca esquecer que, antes de tudo, Ele era, na verdade, o filho de Deus. Esse filho, que ela carregou nos braços, igual a qualquer mãe terrena, veio a abraçar, no auge da dor de uma mulher, quando Ele foi descido da cruz, morto pela brutalidade dos homens.

A ti Maria, rogamos, nesta humilde oração do Ângelus, que abençoe todas as mães, especialmente as que nos ouvem, para que encarem a divina missão da maternidade com a mesma fé e alegria que tiveste!

(**) Mensagem que teria deixado, como agradecimento, em certo lugar que lhe hospedara.

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.

 Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 73/74.

 

 

Mensagem – 12.05.2019

MÃES DOLOROSAS (*)

 

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Nada fere mais o coração de uma mãe que o desamparo ou despedida de um filho. No sertão, é comum o filho deixar a casa e sair em busca do estudo ou melhores condições de vida em outros lugares.

São muitos os jovens nordestinos que somem no mundo e deixam para trás mães, esposas, filhos e tudo o que possuíam. Nas despedidas, é o coração da mãe que mais sofre. À porta da casa ou por entre as árvores, ela vê o fruto do seu ventre ir embora e pede a Deus que o traga de volta, um dia.

A mãe aceita o destino, mas não deixa de sofrer. Quando o filho vira bandido, por exemplo, como em cidades grandes, ela o protege até o fim. Nunca o abandona e, quando nada pode fazer, reza e o entrega a Deus.

Temos certeza de que foi assim com as mães de Caim e de Judas Iscariotes; e com todas que não puderam evitar que os filhos se desviassem do bom caminho. Mas eles não olham para trás, para ver as lágrimas daquelas que lhes dedicaram a vida e por eles tanto sofreram.

Como está a mãe de Madeleine, garotinha que desapareceu em Portugal? Ou a mãe do menino João Hélio, arrastado até morrer em um carro, no Rio de Janeiro? O que se passa no coração da jovem mãe Maraisa, ao lembrar Laisa e Mabel, mortas pelo próprio pai?

E a mãe de Isabela Nardone? E a mãe de Gabriela, morta no Metrô de São Paulo? Mesmo se tiverem outros 10 filhos do lado, ainda assim estas mães dolorosas vão sempre chorar, ao lembrar dos que morreram.

Mundo a fora, milhares de mães anônimas choram os filhos que perderam. Não apenas as dos casos famosos, como Araceli, Cláudia Lessin Rodrigues e Aída Curi. Será que suas mães ainda vivem, depois de tanto tempo carregando a dor da perda?

E as mães de Rosane Rodrigues e Franklin Macedo, aqui perto de nós (**), e tantas outras, cujos entes queridos lhes foram tirados de forma brutal e prematura? Que Deus abençoe essas mulheres e lhes ajude a compreender a dor que delas foi exigida!

(**) O autor se refere a Livramento de Nossa Senhora (BA).

 (*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.

 Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 74/75

A Páscoa – 20.04.2019

Jesus nos ensinou a salvação,
só resta ver se aprendemos!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Todo ano rememoramos dois momentos cruciais da fé cristã, o nascimento e a morte de Jesus Cristo, o nosso Mestre. Mas, há séculos, isso é mostrado na ambiguidade da dor e alegria!

O probrezito Menino Jesus, ou Menino Deus, nasceu numa cavalariça, após Maria e José serem recusados por hospedarias de Belém, no alvoroço do recenseamento ordenado por César Augusto.

Por que o bom Deus imporia ao filho tão difícil missão, se tinha poder para fazer diferente? Se compreendermos isso, entenderemos facilmente que, em verdade, Jesus era o espírito de Deus.

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Naqueles tempos, o mundo, bem menos populoso do que hoje, estava na rota inversa ao Plano de Deus. Então, Ele quis estabelecer um novo roteiro, do que se encarregou Jesus!

Trazemos em nós tudo necessário ao cumprimento de nossa missão, incluindo a regra pétrea do livre arbítrio, pelo qual cada um conduz sua vida na forma do próprio entendimento.

Mas nenhuma ovelha se perderá! Para que tudo ficasse claro, o Plano de Deus previu a vinda de Jesus, cuja mensagem orientativa é cristalina. Tão precisa que não depende da figura do autor.

Diante dela, precisamos ter a coragem de admitir que Jesus não nos salvou, como a pedagogia religiosa tem repetido. Ele nos ensinou a salvação. Prestando atenção, veremos que o roteiro é perfeito.

Prevendo que parábolas, ensinamentos, mandamentos, conselhos, milagres, sermões, como descrito nos evangelhos, poderiam não ser suficientes, Ele submeteu-se ao sacrifício da cruz.

Ensinou claramente o que temos de fazer para, efetivamente, sermos salvos. E que o limite a ser suportado, se necessário, é a imolação, pela fé, confiança e fidelidade a Deus, o protetor do nosso espírito.

É nesse sentido que se pode afirmar que Ele nos salvou! Vamos rememorar seu nascimento e morte, nessa perspectiva, para vermos se, de fato, aprendemos o que nos foi ensinado por Ele!

 

Mensagem – 20.04.2019

SE JESUS VOLTASSE... (*)

 

A humanidade mudou muito em relação aos tempos de Jesus. Há mais informações sobre a formação e funcionamento do mundo, sobre a existência de Deus e a passagem de Cristo pela Terra. Mesmo assim, naquele tempo, escritos antigos previam a vinda do Messias e davam dicas claras sobre como isso se daria. Tudo foi confirmado, mas é possível imaginar o tamanho da confusão que existiu na época.

Havia muita dificuldade na propagação de informações, principalmente entre o povo humilde, pois não existia jornal, rádio ou televisão. Tanto que Cristo veio, pregou, foi perseguido e morto e muitos não acreditaram nEle, devido à escassez de notícias. De certa forma Ele confirmou isso, ao dizer: “Bemaventurados os que não viram, não ouviram e, mesmo assim, creram” (BÍBLIA, João, 20, 29).

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Suas palavras eram profundamente consoladoras, como podemos sentir, ainda hoje, pelos evangelhos. Tinham a força poderosa de quem dominava a verdade. Suas mensagens eram demolidoras e destruíram os argumentos e pensamentos dos que se diziam doutores da lei. “Devemos pagar ou não o tributoa César?”, perguntaram-lhe, maliciosamente, e Ele respondeu: “Dai a César oque é de César e a Deus o que é de Deus” (BÍBLIA, Marcos, 12, 13-17).

Consoladoramente, disse, no sermão da montanha: “Bem aventurados os quechoram, porque eles serão consolados. Bem aventurados os mansos, porque elesherdarão a Terra” (BÍBLIA, Mateus, 5, 4-5).

Ensinou condutas exemplares, afirmando: “quando deres esmola, não saiba atua mão esquerda o que faz a tua direita” (BÍBLIA, Mateus, 6, 1-4); “não vosinquieteis pelo dia de amanhã, porque ele cuidará de si mesmo, basta a cada dia oseu cuidado” (BÍBLIA, Mateus, 6, 34); “aquele que não tiver pecado, que atire aprimeira pedra” (BÍBLIA, João, 8, 7); “antes de depositar tua oferta, reconcilie-teprimeiro com teu irmão”. (BÍBLIA, Mateus, 5, 23-24).

E se Jesus, após 2.000 anos, voltasse à Terra? Quantos acreditariam nEle e quantos O seguiriam? Será que teria um programa de televisão? Seria considerado um impostor? Que sinais haveria para que tivéssemos certeza de ser Ele mesmo? Viria como jornalista, médico, padre ou pastor? Seria espírita, católico, evangélico, pai de santo ou testemunha de Jeová? Ou viria como simples mendigo?

E se Ele já estiver entre nós, em cada uma dessas pessoas? Será que já não estamos torturando-O e crucificando-O, novamente, com nossa falta de fé, nossa insensatez, com nossa falta de compaixão, com os maus tratos aos animais e a destruição da natureza?

Quem tiver olhos para ver, que veja, ouvidos para ouvir, que ouça! Pois, Ele

está no meio de nós! E, certamente, está estarrecido com tantas tolices que estamos fazendo!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.
 Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 114/115.

 

Mensagem – 27.03.2019

Operosos como uma formiga!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Um simples olhar por ruas, avenidas, praças e caminhos da roça nos coloca diante do ir e vir de multidões de corpos vivos, a formar o gênero humano, junto ao qual transitam miríades de outros seres.

Ainda não é claro para nós o significado de tantos peregrinos sobre a Terra, além dos habitantes de outros planetas. Mas tão majestosa e complexa engrenagem não poderia existir sem um significado.

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A realeza dessa verdade ainda escapa à nossa plena compreensão, embora conhecê-la esteja em nosso destino. Não devemos nos perder nas tolices da vida e sim trabalhar pelo autoconhecimento.

Nossa estrutura física possui todos os elementos, a começar pelo cérebro, necessários a essa tarefa, tão simples quanto sugar o peito da mãe, ao nascer, sem precisar de qualquer treinamento.

Basta seguirmos nosso guia interno e fugir da tentação exterior. A luz que nos ilumina vem de dentro, força da nossa transformação, tal como uma semente, que rompe a casca e emerge da terra.

Fiquemos atentos e sejamos operosos, assim como a frágil formiguinha que conduz a folha desproporcional ao seu minguado corpo, guiada pela sua condição de formiga, para sustentar o formigueiro.

Ela não indaga para que serve! Sua nobre missão é colher e conduzir a folha até a entrada da casa, onde outras “operárias” têm a missão de picotar o material até o tamanho cabível na pequena passagem.

Há um paralelo com a missão humana, igualmente nobre e engenhosa. Portanto, vamos prestar atenção em nosso jeito de caminhar, para não falharmos naquilo que Deus programou para nós.

 

Mensagem – 27.03.2019 

União dos homens (*)

 

Os humanos sempre procuram o aconchego uns dos outros, através de encontros sociais, amizades, coleguismo e o acasalamento entre homem e mulher. Há uma compulsão quase irresistível, nesse sentido, o que se dá, também, de algum modo, com as outras espécies animais.

Entre os seres humanos, o fenômeno tem certo planejamento, muitas vezes, envolvendo comemorações, festejos, felicitações. O mais bonito e comovente, porém, é o acasalamento, com sua feição romântica, iniciado com a paquera e o namoro.

Nem sempre, porém, as coisas acontecem romanticamente. Por vezes, predominam o materialismo e o instinto animalesco. Os encontros sociais, por exemplo, destinam-se ao exibicionismo, esbanjamento e demonstrações de poder e riqueza.

A alma humana se presta a tudo e deveria prevalecer a visão humanista, com felicitações verdadeiras, troca de afetividade e generosidade. No acasalamento, tem predominado, entre nós, o lado animalesco, em que a busca principal é pela satisfação dos desejos carnais.

Tanto que os jovens até já substituíram a beleza e o romantismo da “paquera” e do “namoro” pelo grotesco “ficar”, que pouco se diferencia do que fazem os animais irracionais.

Se quisermos um mundo melhor, é necessário que façamos, de preferência sem caretice, o realinhamento da nossa visão espiritual, do nosso sentido de vida, em face do plano de Deus!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.
 Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, pp. 240/241.
 

Mensagem – 15.02.2019

O que falamos ou
ouvimos é útil?

 

Raimundo Marinho
Jornalista

 

Os humanos têm o costume ruim de falar mal uns dos outros, surgindo as expressões como “quem pode com a minha língua”, “língua ferina”, “língua de trapo”, “língua grande”, “candinha” etc.

Falar da vida alheia parece uma tentação irresistível, mas não se tem qualquer proveito disso. Pelo contrário, criam-se bloqueios à convivência sadia e podem gerar tormentosos efeitos espirituais.

Segundo os espiritualistas, o que pensamos costuma ganhar vida autônoma, nas chamadas formas-pensamentos, que são espécies de imagens daquilo que nos vem à mente, de bom ou de ruim.

Podem viajar até a pessoa da qual falamos e lhe trazer alívio, se falamos bem, ou perturbação, se falamos mal. Se não forem acolhidas, podem voltar ao emissor, causando nele os mesmos efeitos.

Daí os conhecidos ditados, que dizem: “não desejes ao outro aquilo que não queres para ti” e o “feitiço virou contra o feiticeiro”.

Isso é para lembrar e sugerir o uso dos chamados “Três Filtros de Sócrates” contra as fofocas que forem nos contar, descrito na seguinte historinha (apesar do nome, estudiosos negam que o filósofo grego seja o autor):

Um conhecido de Sócrates, certa vez, perguntou-lhe:

- Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir sobre aquele teu amigo?

- Espere um minuto, antes que me diga alguma coisa sobre meu amigo, talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Vamos fazer o teste do filtro triplo. O primeiro é a VERDADE. Tem certeza absoluta de que aquilo que vais dizer é VERDADEIRO?

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- Não, não exatamente. Acontece que ouvi dizer que... – respondeu o homem.

- Então não sabes se é verdade... Passemos ao segundo filtro, o da BONDADE. O que vais dizer sobre o meu amigo é BOM? – perguntou o filósofo.

- Umm, não, ao contrário... – respondeu o conhecido.

- Então você quer falar algo mal sobre ele e ainda por cima nem sabe se é verdadeiro... Mas, bem, pode ser que ainda passes no terceiro filtro. O último filtro é o da UTILIDADE. O que vais dizer sobre o meu amigo será ÚTIL para mim? – indagou Sócrates.

-Não, acho que não... – afirmou o homem.

- Bem, se o que me dirás não é verdade, não é bom, nem útil... Por que irá me dizer então? -ensinou o sábio grego. 

 

Mensagem – 15.02.2019

 NÃO FALE MAL DOS OUTROS (*)

 

A oração de hoje é para você, que está triste ou desanimado, não reza ou reza muito, mas se sente abandonado! Você, que não consegue se entender com seu filho, seu marido ou sua esposa! Você para quem tudo vai mal! E, principalmente, a você que, muitas vezes, chora escondido!

Recordemos o alerta do padre sobre os sinais da presença ou da ausência de Deus em nossas vidas, nossas famílias! Jesus exortou contra nossa pouca fé, dizendo: “Se tiverdes fé equivalente a um grão de mostarda, poderá remover uma montanha”. Já reparou quão pequeno é um grão de mostarda?

Ouça a música que toca ao fundo, é a “Ave Maria”, do grande poeta e músico francês Charles Gounod. Tente ouvi-la, enquanto vai entendendo esta mensagem. Deus está conosco, em sua vida, em minha vida, ainda que não vemos os sinais. Preste atenção! É como nosso coração, que nunca escutamos, mas que bate ininterruptamente, embalado pela energia de Deus.

Quando você reza, Deus está presente! Então, reze com fé! Pense profundamente no que diz na oração, principalmente ao pronunciar: “Perdoainossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido. Isso significa que se não perdoar, não será perdoado.

Não escorrace o animalzinho que sobe no seu colo. Nele está presente o espírito de Deus. Não trapaceie no preço, não engane seu cliente, não simule afeição, não finja que ama. Não queira mais do que lhe foi dado! Comemore suas conquistas, ainda que pequenas. Não odeie nem fale mal dos outros!

As mãos de Deus estão sempre estendidas para você, mas só as verá se purificar a mente e tiver um coração generoso!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.
Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 238.

 

Mensagem – 21.01.2019

Jesus nos leva ao bom ânimo!

 

Raimundo Marinho
Jornalista

Os homens criaram regras para tocar a vida terrena, como a divisão do tempo, que vai de fração de segundo aos séculos e eras, sendo a unidade fundamental o interstício anual, de fácil visualização e compreensão.

São 365 dias, cuja passagem celebramos entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. Mas nos perdemos em meio aos festejos e nos distanciamos do verdadeiro sentido da caminhada, o qual precisa ser resgatado.

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Essa busca nos colocará diante da entidade invisível, ordenadora de tudo, que fomos ensinados a chamar de Deus, cuja proximidade nos imuniza contra os percalços e o risco do desânimo e dos desvios.

Desde a Epifania, trazendo a Boa Nova, com a vinda de Jesus, o Enviado de Deus, os textos bíblicos buscam nos injetar ânimo, entusiasmo e fé. É papel das religiões, embora rudimentares, nos manter alertas.

Então, a cada novo ano, vamos nos encher da alegria de Deus e tornar nossas vidas uma caminhada, não só de fé, mas de introjeção dentro de nós do verdadeiro Deus e Criador, que nem a dor da cruz desfaz.

No madeiro, Jesus bradou “obrigado, meu Deus, por me glorificar”, uma possibilidade de tradução para “Eli, Eli, lamá sabactâni” (Mt 27:46), embora a versão canônica seja “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.

Por que seria tão pessimista e desanimado, após ter salvo o mundo? Não, não! O Cristo venceu todos os desafios da sua missão e disse, várias vezes, “tende bom ânimo” (Mt 9: 2: 14:27). E jamais se abateria diante do Pai!

Então, a cada ano, mudemos nossa vida, pondo alegria e bom ânimo em tudo. “Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho” (Gl 4: 6). Assim, já não somos mais escravos e sim herdeiros da sua graça.

“Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor” (Is 60: 1). “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!” (Sl 95).

 

 

Mensagem – 21.01.2019

O pedido da mãe (*)

 

A primeira manifestação milagrosa de Jesus ocorreu na cidade de Caná, região da Galileia, na Palestina, onde estava com os discípulos e Maria, sua mãe, para as bodas de um casal.

Em plena festa, Maria percebeu que faltava a principal bebida, causando certo embaraço entre os que serviam os convidados. Então, chegou perto de Jesus e disse: “Não tem mais vinho”. Entendendo o que, de fato, ela desejava, Ele respondeu, como se não a conhecesse:

“Mulher, que tenho eu contigo? Minha hora ainda não chegou” (BÍBLIA, João, 2, 1-11).

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Sem se perturbar com a resposta, um tanto estranha, agindo como verdadeira mãe, certa do que o filho iria fazer, Maria orientou os serventes, dizendo-lhes: “Façam tudo o que Ele vos disser”.

Pouco depois, Jesus ordenou aos que serviam: “Enchei de água essas talhas” (vasos de cerâmica). Feito isso, mandou que levassem um pouco ao mestre-sala, que, sem saber do ocorrido, espantou-se ao provar que era vinho. E foi indagar, surpreso, ao dono da festa, por que deixara o melhor vinho por último, se era costume se fazer o contrário.

Nessa passagem do Evangelho, que narra seu primeiro milagre, a transformação da água em vinho, Jesus chegou a ser ríspido, mas não resistiu ao pedido da mãe, mostrando o apreço e atenção que tinha para com ela.

Pensemos nisso! Maria foi um ser humano preferido por Deus, que a tratou com complacência. Vamos pedi-la, então, que rogai por nós, pelas bênçãos transformadoras do seu filho Jesus!

 Mas não nos esqueçamos da sua orientação: “Façam tudo o que Ele vos disser”!

(*) Hora do Ângelus PENSARES PARA REZAR - Raimundo Marinho dos Santos.
 Livramento de Nossa Senhora-BA: 2011, p. 182.

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